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Nosso objetivo é disseminar a Homeopatia Clássica da forma correta e baseada nos princípios de Hahnemann e ensinamentos do Prof. Vithoulkas, quem tem provado ser o melhor homeopata contemporâneo e sua Academia Internacional de Homeopatia Clássica, que atua na formação de Homeopatas nos mais altos padrões. Conheça a trajetória profissional do Prof. Vithoulkas e após a leitura deste enorme curriculum, faça sua inscrição e não perca a oportunidade de aprender os ensinamentos do Mestre.(www.homeosapiens.com.br ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) George Vithoulkas, Professor de Medicina Homeopática George Vithoulkas nasceu em Atenas, em 25/07/1932. Atualmente é Professor da Universidade de Aegean, Grécia (1), Professor Honorário da Academia Médica de Moscou (Academia de Ciências Médicas)(2), Professor da Academia Médica de Kiev (3) e Professor colaborador da Universidade Médica Basca (2001-2004) (4). Em 1996, ele foi homenageado com o prêmio Right Livelihood (também conhecido como Prêmio Nobel Alternativo, www.rightlivelihood.org) “... por sua excepcional contribuição para a revitalização do conhecimento homeopático e a formação de homeopatas com os mais altos padrões "5. As Nações Unidas (Fórum de Desenvolvimento) considera este prêmio ‘Dentre os prêmios mais prestigiosos do mundo’, enquanto a revista TIME chamou Jacob Uexküll, o iniciador do prêmio, como um dos 37 "heróis" de 2005(6). Em 2000, George Vithoulkas foi homenageado com a Medalha de Ouro da República da Hungria, pelo Presidente do país, Arpad Goncz, por seu trabalho na medicina homeopática (7). Em 1995, ele estabeleceu a Academia Internacional de Homeopatia Clássica em Alonissos, Grécia, onde ele atua como chefe do departamento de educação (Mestre). Em sua Academia, George Vithoulkas transmite o conhecimento adquirido nos seus 49 anos de expeciência e ensina suas teorias mais atuais sobre os níveis de saúde. Nas suas aulas, ele fornece infomações detalhadas que tanto auxilia os médicos a determinarem o estado de saúde de cada paciente, quanto facilita suas habilidades de estimar se um caso é curável com a homeopatia e o tempo necessário e remédios que serão necessários para alcançar a cura. Todos os anos durante os meses de verão, grupos de médicos de vários países se reúnem para serem treinados na Academia. Eles vêm da Alemanha, Itália, Suécia, Noruega, Reino Unido, Rússia, E.U.A, Canadá, Áustria, Japão, Índia, México, Brasil e Grécia. Nove mil médicos e profissionais homeopatas de 32 países foram treinados na Academia Internacional de Homeopatia Clássica. Desde 2005 a 2008, a Universidade de Aegean (www.syros.aegean.gr) em cooperação com a Academia Internacional de Homeopatia Clássica, tem oferecido um programa de educação continuada em homeopatia para médicos, dentistas, veterinários e farmacêuticos. No entanto, o ponto máximo do reconhecimento educacional da homeopatia na Grécia, foi a publicação na FEK (Jornal Oficial Governamental) (1912 assunto b, 29/12/2006) a respeito da autorização do Programa de Mestrado da Universidade de Aegean para médicos e dentistas, titulado em: “Sistemas Terapêuticos Alternativos Holísticos - Homeopatia Clássica” (um programa de dois anos, www.syros.aegean.gr/homeopathy). Participam deste Programa de Mestrado, a Academia Internacional de Homeopatia Clássica e o Professor George Vithoulkas. Professor Vithoulkas é revisor nos jornais “Medical Science Monitor” (www.medscimonit.com), “Homeopathy” (Elsevier) e “British Medical Journal”. Ele participa, como professor supervisor, da elaboração de teses de doutorado. George Vithoulkas é autor dos seguintes livros (www.vithoulkasbooks.gr): ● “Homeopatia - Medicina do Novo Homem” (1a Edição 1970 por Arco EUA, 21 edições posteriores) ● “Homeopatia - Medicina para o Novo Milênio” (Publicado pela Academia Internacional de Homeopatia Clássica, 2003) ● “A Ciência da Homeopatia” (Publicado por Grove Press, 1980, EUA, várias edições) ● “Matéria Médica Viva” (12 volumes - Farmacologia Homeopática - Publicada pela Academia Internacional de Homeopatia Clássica, iniciada em 1993, em processo) ● “Um Novo Modelo de Saúde e Doença” (Publicado por North Atlantic Books, EUA, 1986) ● “Palestras sobre a Homeopatia Clássica” (Publicado por B. Jain Publishers, India, 1988) ● “A Essência da Matéria Médica” (Publicada pela Academia Internacional de Homeopatia Clássica, 1988) ● “Homeopatia Clássica para Ansiedade e Ciúme” (Publicado por Urs Maurer, Suíça, 2001) ● “Conferência Homeopática em Esalen” (1a Edição em Inglês, 1980) ● “Os Seminários de Bern” (Publicado por Ulrich Burgdorf, Suíça, 1987) ● “Os Seminários de Celle” (Publicado por Ulrich Burgdorf, Suíça, 1992) ● “As ideias básicas da Homeopatia” (Publicado por Ianos, Grécia, 2008 - Best seller por 9 meses) ● “Homeopatia, O Grande Desafio na Medicina” (Publicado por Livanis, Grécia, 2008) Os livros dele foram traduzidos em 23 idiomas. Dezessete dos seus livros, em vários idiomas, são mencionados no Catálogo NLM (Biblioteca Nacional de Medicina, www.ncbi.nlm.nih.gov). Algumas das bibliotecas mais conhecidas que hospedam seus livros são: “A Biblioteca do Congresso”, “Biblioteca Britânica”, “Biblioteca da Universidade de Cambridge”, “Biblioteca da Universidade de Stanford”, “Biblioteca da Université Catholique de Louvain”, “Biblioteca do Instituto Karolinska” (a fundação que é responsável pelo Prêmio Nobel). “Biblioteca WHO” (Organização Mundial da Saúde), “Biblioteca de Berkeley”, “Biblioteca Die Deutsche”. Os artigos mais importantes do George Vithoulkas encontrados em revistas são (os títulos traduzidos se encontram entre parênteses): 1. The “continuum” of a unified theory of diseases. (A "continuidade" de uma teoria unificada de doenças) Medical Science Monitor, 2010; 16 (2): SR715, G. Vithoulkas, S. Carlino. 2. Debate: British media attacks on homeopathy: Are they justified? (Debate: ataques da mídia britânica sobre homeopatia: são justificadas?) Homeopathy, Volume 97, Número 2, Abril 2008, Páginas 103-106, G. Vithoulkas 3. True but strange? (É verdade, mas estranho?) Nature, Outubro 1996, 3;383 (6599):383, G. Vithoulkas 4. Debate: Homeopathy and chronic headache (Debate: Homeopatia e dor de cabeça crônica) Homeopathy, Volume 91, edição 3, Julho 2002, Páginas 186-188, G.Vithoulkas. 5. Homeopathic treatment of chronic headache: a critique (O tratamento homeopático para dor de cabeça crônica: uma crítica) Homeopathy, Volume 91, Edição 1, Janeiro 2002, Páginas 32-34, G. Vithoulkas 6. The need for the correct sequence of remedies (A necessidade da seqüência correta de remédios) Homeopathy, Volume 91, Edição 1, Janeiro 2002, Páginas 40-42 G. Vithoulkas 7. A proving of Thiosinamine (Uma experimentação deTiosinamina) British Homeopathic Journal, Volume 90, Edição 3, Julho 2001, Página 172, G.Vithoulkas. 8. The question of the “constitutional remedy” (A questão do "remédio constitucional") British Homoeopathic Journal, Volume 87, Edição 3, Julho 1998, Páginas 145-147, G. Vithoulkas 9. Medically qualified vs NMQ homeopaths (Médico qualificado vs homeopatas NMQ) British Homoeopathic Journal, Volume 86, Edição 1, Janeiro 1997, Páginas 37-38, G. Vithoulkas 10. As good as gold? (Tão bom quanto ouro?)British Homoeopathic Journal, Volume 85, Edição 1, Janeiro 1996, Página 39, G. Vithoulkas 11. Obstacles to homoeopathic treatment (Obstáculos ao tratamento homeopático) British Homoeopathic Journal, Volume 85, Edição 1, Janeiro 1996, Página 42, G. Vithoulkas 12. Health and disease in homoeopathic philosophy (Saúde e doença na filosofia homeopática) British Homoeopathic Journal, Volume 84, Edição 3, Julho 1995, Páginas 179-180, G. Vithoulkas 13. Homoeopathy: past, present and future (Homeopatia: passado, presente e futuro) British Journal Clin. Pharmacol. 1998, Jun;45 (6):613, G. Vithoulkas 14. Answer to the review of my book “The Science of Homeopathy” (Resposta ao comentário de meu livro "A Ciência da Homeopatia"), British Homoeopathic Journal, Volume 68, Edição 4, Outubro 1979, Páginas 233-238, G. Vithoulkas. 15. The necessity for an inner preparation of the classical homeopath (A necessidade de uma preparação interna do homeopata clássico), Similimum, 2005, Volume 19, Páginas 117-122, G. Vithoulkas. 16. The colour of the homeopathic improvement: The multidimensional nature of the response to homeopathic therapy (A cor da melhoria homeopática: A natureza multidimensional da resposta à terapêutica homeopática), Homeopathy, Volume 94, Edição 3, Julho 2005, Páginas 196-199, M. Oberbaum, SR Singer, G. Vithoulkas. 17. Effects of homeopathic treatment in women with premenstrual syndrome: a pilot study (Efeitos do tratamento homeopático em mulheres com síndrome pré-menstrual: um estudo piloto), British Homoeopathic Journal, Volume 90, Edição 3, Julho 2001, Páginas 148-153, M. Yakir, S. Kreitler, A. Bzrezinski, G. Vithoulkas, M. Oberbaum, Z. Bentwich 18. Homoeopathic treatment of premenstrual syndrome: a pilot study (Tratamento homeopático da síndrome pré-menstrual: um estudo piloto), British Homoeopathic Journal, Volume 84, Edição 3, Julho 1995, Páginas 182-183, M. Yakir, S. Kreitler, A. Bzrezinski, G. Vithoulkas, M. Oberbaum, Z. Bentwich 19. Perspectives of research in homeopathy 1987-1994 (Perspectivas das pesquisas em homeopatia 1987-1994) British Homoeopathic Journal, Volume 84, Edição 3, Julho 1995, Páginas 176-177, Z. Bentwich, M. Oberbaum, Z. Weisman, N. Harpaz, D. Rothman, G. Vithoulkas 20. A working hypothesis for homoeopathic microdiluted remedies (Uma hipótese funcional para remédios homeopáticos microdiluídos) British Homoeopathic Journal, Volume 81, Edição 1, Janeiro 1992, Página 67, GS Anagnostatos, G Vithoulkas, P Garzonis, C Tavouxoglou 21. Reinventing the wheel? Or the emperor´s new clothes (Reinvenção das rodas? Ou das Roupas novas do Imperador) J Altern Complement Med. 2003 Out;9 (5):613-5, M. Oberbaum, G. Vithoulkas, R Van Haselen, S Singer 22. Clinical trials of classical homeopathy: reflections on appopriate research designs (Os ensaios clínicos de homeopatia clássica: reflexões sobre projetos de pesquisa apropriados), J Altern Complement Med 2003 Fev; 9(1):105-11. Revisão, M. Oberbaum, G. Vithoulkas, R. van Haselen Quatorze dos seus artigos, publicados em jornais com revisão por pares, são mencionados em PubMed (www.ncbi.nlm.nih.gov), treze deles no British Library Direct (www.direct.bl.uk) e dezessete deles no Science Direct (www.sciencedirect.com). Setenta citações de George Vithoulkas pode ser encontrada em ISI - Thomson Scientific (www.isinet.com). Na prestigiosa Enciclopédia Papyros Larousse-Britarmicas8, em um artigo de três colunas, ele é descrito como um “homeopata líder, um dos mais famosos reformadores da homeopatia durante o século vinte, o homem que infundiu a homeopatia com novas ideias sobre uma base científica”. Seu trabalho também é mencionado em “Quem é quem no Mundo”, (18a edição, p.2293). Seu nome é mencionado na página virtual Better World Heroes (www.betterworldheroes.com9), entre aproximadamente 1000 personalidades, as quais seus trabalhos influenciaram ou ajudaram a humanidade. A página virtual Alemã mlahanas (www.mlahanas.de(10), ao avaliar trinta e quatro médicos gregos e professores de Medicina que se destacaram e contribuíram para a humanidade através das suas publicações de artigos médicos na imprensa internacional, George Vithoulkas está em segundo lugar, após Georgios Papanikolaou (quem descobriu o teste papanicolau). Em 1980, George Vithoulkas foi convidado pela Organização Mundial da Saúde para escrever o primeiro artigo sobre Homeopatia para o livro “Medicina Tradicional”, publicado pela OMS, bem como o artigo principal na discussão na mesa redonda para a revista científica da OMS, o Jornal “The world Health Forum”(11) Em 1996, ele foi convidado pelo Parlamento Europeu para explicar a posição da Homeopatia e após sua apresentação, o Parlamento Europeu votou à favor da Homeopatia. Em 11/06/1999, George Vithoulkas foi requisitado pelo Conselho da Europa para fazer uma apresentação de um dia inteiro sobre a medicina homeopática (como parte das suas avaliações dos métodos terapêuticos alternativos) diante do Comitê de Assuntos da Família, Saúde e Social. O texto que foi publicado após, menciona seu recebimento do Prêmio Nobel Alternativo e refere-se a sua classificação dos vários métodos alternativos. Referências 1 awarded by the European Parliament http://www.aegean.gr 2.http://kmapo.edu.ua/en/mdeyatel/klgemeopat , http://www.youtube.com/playlist?list=PL1669624D2170B539&feature=plcp 3.www.medikuntza-odontologia.ehu.es/ 4.http://www.rightlivelihood.org/vithoulkas.html , http://www.youtube.com/watch?v=owqB_3DOndw&list=PL7DF5D748E91CB616&index=1&feature=plpp_video 5.http://www.time.com/time/europe/hero2005/uexkull.html 6.http://www.youtube.com/watch?v=RM7zGjLAmSw&list=PLE194B6468886B7C5&index=1&feature=plpp_video 7.Encyclopedia Papyros Larousse Britannica, Greek edition, volume 15, page 396. 8.http://www.betterworld.net/heroes/vithoulkas.htm 9.http://www.mlahanas.de/Greeks/new/Medicine.html 10.World Health Forum, Round Table: Homeopathy Today, “Homeopathy, A therapy for the future?”, George Vithoulkas, WHO, Geneva, Vol.4, No2, 1983.

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A PERGUNTA SOBRE O REMÉDIO "CONSTITUCIONAL"

Por G. Vithoulkas

Publicado em The British Homoeopathic Journal (Jornal homeopático britânico) Vol. 87, julho de 1998

Tradução: Lorraine Sulaiman

A questão referente ao conhecimento da existência de um “remédio constitucional” para cada indivíduo foi levantada muito cedo na literatura homeopática pelo próprio Hahnemann quando ele afirmou que, para curar completamente e permanentemente você precisaria encontrar o remédio "mais profundo", indicado de acordo com a sua teoria dos miasmas crônicos. 1 

O significado de tal expressão nunca foi claro no sentido homeopático e antes que se possa falar de um remédio constitucional, devemos definir o que esta expressão realmente quer dizer na homeopatia.

Muitas vezes, em encontros homeopáticos ouve-se a pergunta "Qual é o seu remédio constitucional?" Ou, pior ainda, quando alguém pede a um suposto especialista "Qual você acha que é o meu remédio constitucional?" Tais ideias têm degradado a homeopatia e deram a ela um ar de magia ou superficialidade que nossa ciência não merece.

Eu não vou entrar nos diferentes tipos e descrições de vários autores que definem o significado desta palavra antes ou depois de Hahnemann, mas focarei no significado mais prático e aplicável na prática cotidiana.

De acordo com tal entendimento, um remédio pode ser definido como constitucional quando, em virtude da sua sintomatologia, abrange a sintomatologia de base aguda ou crônica da pessoa ao longo de sua vida; apesar do fato de tal pessoa poder sofrer, em diferentes fases de sua vida, de diferentes entidades nosológicas como otite média, lombalgia, dor ciática, bronquite, ou psoríase, o remédio indicado permanece sempre o mesmo.

Se aceitarmos essa definição como a experiência correta, então, as práticas diárias mostram o seguinte:

- Esses tais pacientes poderiam ser encontrados em quase nenhum desses casos hoje, ou melhor, em muitos poucos casos. Estas são as pessoas que vivem muito saudáveis até uma idade muito avançada, com muitos poucos problemas. Hoje eles são encontrados praticamente apenas nas áreas rurais e nos climas limpos das montanhas, vivendo uma vida muito tranquila, longe da civilização e quase nunca nas cidades lotadas.

- Esses casos poderiam ser encontrados com maior frequência em tempos mais antigos, quando as pessoas eram muito mais saudáveis em comparação com os estados degenerados da saúde de hoje, que encontramos em nossa prática diária.

- Outro ponto que temos que considerar é o fato de que, segundo a nossa teoria, se uma pessoa recebe o seu remédio correto ou o seu constitucional, então, pelo menos teoricamente ele será curado e, portanto, mudará automaticamente o tipo de pessoa que ele é.

A questão que permanece novamente é se há outro remédio que poderia ajudar esse paciente ou devemos esperar que, com o mesmo remédio resolveremos todos os problemas futuros dele?

Ao supor que, após o remédio constitucional, o paciente permanecerá bem pelo resto da sua vida, novamente em uma base teórica, não é correto, logo que todos estão sujeitos à degeneração e à morte, apesar dos seus excelentes níveis de saúde. Pior ainda será se o indivíduo já tiver um estado de saúde ruim no momento em que ele se aproxima de alguém para o tratamento homeopático.

- Nós concluímos facilmente, portanto, que tal definição não tem nenhum significado nos casos crônicos profundos que encontramos hoje.

O que poderá ser dito, então, em tais casos, onde você precisa de dois, três, quatro ou até mais remédios antes que você possa dizer que o paciente está realmente melhor?

Qual será considerado o seu "remédio constitucional", dentre os três, quatro ou cinco remédios que podem ter sido prescritos durante o curso de três, quatro ou cinco anos?

Qual será o remédio constitucional em tal tipo de caso, onde quatro ou cinco remédios foram prescritos, todos com alguns resultados?

Obviamente, não é possível dizer com certeza se um deles era o remédio constitucional.

Mas se um desses remédios ajudou mais, podemos dizer que este remédio em particular poderá ser chamado como remédio constitucional do paciente? Qual é o significado de chama-lo como um remédio "constitucional"?

O homeopata experiente sabe que esses tipos de casos são, na verdade, os mais frequentes nas nossas práticas. Assim, para definir o que queremos dizer com remédio "constitucional" não é uma tarefa fácil e, talvez, uma tarefa que não seja necessária para o sucesso do tratamento.

No entanto, a questão poderia ser formulada de modo diferente:

Se alguém consegue encontrar um remédio nítido para iniciar o tratamento em um caso crônico, poderia tal remédio ser chamado constitucional?

A resposta à esta pergunta é novamente complexa pois nos deparamos com o seguinte dilema.

Se após darmos o remédio supostamente constitucional temos uma recaída, existem várias possibilidades:

  1. Se o mesmo remédio é indicado e beneficia o paciente, no caso de uma recaída, e se isso acontece pela terceira vez, podemos então dizer que este é o seu remédio constitucional?

  2. Existe a possibilidade de que, depois de uma recaída de tal remédio, o seguinte remédio necessário é diferente, a fim de completar ou para complementar a ação do primeiro, de modo que a melhora continuará mesmo que o primeiro remédio tenha atuado bem.

Nesse caso, podemos dizer que o primeiro remédio era seu remédio constitucional?

  1. Existe a possibilidade de que um segundo remédio possa oferecer alguma melhora, mas o terceiro remédio é que parece beneficiar realmente o paciente. Podemos dizer que o seu remédio constitucional foi o terceiro?

  2. Em casos de hoje vemos com frequência que, mesmo quando um remédio é claramente indicado no início de um caso, mas se depois de dar tal remédio não houver melhora, então sua próxima sintomatologia será alterada dramaticamente e exigirá um outro remédio. Nesse caso, podemos dizer que o primeiro ou o segundo remédio era constitucional?

Em conclusão, podemos dizer que podemos definir um “remédio constitucional” como o principal remédio que trará mais benefícios ao paciente.

Mas essa afirmação não tem nenhum significado além de indicar que há um remédio que é sempre indicado em um determinado estágio da patologia de cada paciente e tal remédio deve ser encontrado e prescrito, a fim de obter o benefício máximo para o paciente.

A experiência mostra que em todos os casos complicados, há uma sequência precisa de remédios que deve ser descoberta após estudar o caso e realizar uma correta avaliação da sintomatologia, e essa sequência deve ser prescrita no momento certo e na potência correta, antes que seja possível alcançar uma cura para casos complicados da atualidade. A explicação completa deste processo é impossível ser exposta aqui e os princípios básicos poderão ser encontrados no meu livro Um Novo Modelo de Saúde e Doença (BREVE EM PORTUGUÊS). Não é possível dar a todos os meandros do assunto sobre o qual estamos falando em um pequeno tratado.

Entretanto, o estudante de homeopatia clássica entende que existem alguns sinais e sintomas que se unem para formar a imagem original de um remédio. Tais descrições, geralmente, se referem novamente aos tipos "puros" ou se você preferir, os tipos "constitucionais". É o "quadro essencial" do remédio na sua psicopatologia.

Isso significa que cada remédio possui alguns sintomas característicos básicos em sua patologia mental emocional e física, se essas características são observadas no paciente, tendemos a dizer que este é o remédio constitucional de tal paciente.

Do exposto, é óbvio que voltamos a usar este termo de uma forma solta.

Também é importante entendermos que cada pessoa pode apresentar uma tendência para determinada patologia, mas pode nunca desenvolver esta patologia, ou podemos dizer que ele/ela não está doente, ao menos que ele/ela manifeste tal sintomatologia.

Assim, o remédio pode ser detectado a partir de seu perfil mental e emocional além de alguns sintomas físicos prodrômicos, que são abrangidos pelo remédio. Nesse caso, mais uma vez, tendem a falar de um remédio constitucional.

Dessa forma, um “remédio constitucional“ é aquele que prevenirá realmente a patologia de se manifestar.

Por exemplo, o fato de alguém apresentar um desejo descontrolado por doces, está cansado especialmente na parte da manhã ao acordar, tem uma grande sede de água, mas a bebe em pequenas quantidades com frequência, e também apresenta um pouco de ansiedade que surge à tarde indica a prescrição de Lycopodium, apesar do fato de a real diabetes mellitus ainda não ter sido apontada nos exames laboratoriais. Mas de acordo com as teorias do próprio Hahnemann, tal indivíduo após dez anos poderá, eventualmente, desenvolver patologia diferente com sintomas indicativos de Medorrhinum, como um segundo nível de patologia, e, novamente, a questão surgirá se o Lycopodium ou o Medorrhinum era o seu remédio constitucional.

É óbvio, portanto, a partir desta breve análise acima que o significado do “remédio constitucional" é uma ilusão, a qual tem iludido várias gerações de homeopatas até agora e tenho convicção que continuará iludindo no futuro.

 

Aqui estão alguns exemplos dos cursos públicos. Os casos são em vídeo.

Um caso de neurodermatite generalizada grave com a doença celíaca mostrado em vídeo em 1990, em Celle Alemanha, em uma criança de três anos de idade, a qual havia recebido vários remédios sem qualquer efeito, entre os quais também Pulsatilla. Quando eu a vi eu prescrevi Tuberculinum, o qual provocou uma grave agravação da dermatite com uma pequena melhora da digestão. Seis meses mais tarde, quando eu vi o caso novamente durante o curso, os sintomas dela tinham mudado e agora indicava claramente Pulsatilla. Este foi dado com um alívio imediato dos sintomas de neurodermatite e também obteve-se melhoras significativas dos problemas digestivos. A experiência mostra que essa criança, como ela está se desenvolvendo, precisará de alguns outros remédios para problemas ocasionais. Qual é o remédio constitucional? Tuberculinum? Mas este trouxe uma agravação, não uma cura, mas foi o intermediário necessário para a Pulsatilla agir.

Outro caso de uma mulher de 40 anos, sofrendo com dores de cabeça crônicas graves, onde vários remédios, entre eles Lycopodium e Natrum muriaticum, foram prescritos sem qualquer efeito. Ela recebeu Chelidonium na minha primeira consulta, a partir do qual ela apresentou uma agravação severa sem muito alívio. Mas cinco meses depois e, enquanto não ocorria melhora aparente, os sintomas alteraram e apontarem mais claramente o Lycopodium, o qual proporcionou um alívio perceptível e, finalmente, ela recebeu Natrum muriaticum que esclareceu o caso em um tratamento que durou um ano e meio. Qual foi o remédio constitucional? Chelidonium? Por que ele não curou então, e por que foram necessárias as complementações com Lyc e Nat-m.? Foi Nat-m ou Lycopodium? Por que eles não curaram em primeiro lugar? Assim, vemos na vida de um paciente o qual é tratado exclusivamente com a homeopatia há vários anos que pode haver um remédio que tenha ajudado mais, mas ele precisou do apoio de outros remédios também.

Referências:

  1. Hahnemann SC. Organon of Medicine81 - Constitution

  2. Vithoulkas G. A New Model for Health & Disease- Page 142, aph. 41

Artigo disponível em inglês:

http://www.vithoulkas.com/en/writings/articles/2147.htm

 

https://www.vithoulkas.com/writings/articles/question-constitutional-remedy

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por Prof. George Vithoulkas As pesquisas já publicadas sobre a homeopatia nos últimos dez anos, em sua maioria, seguiram linhas erradas e, portanto, estão causando e continuarão causando confusões e incertezas dentro das profissões médicas. O problema foi criado a partir de revisores que, obviamente, não eram capacitados de realizarem uma revisão por pares de tal assunto novo. No entanto, a homeopatia é crescente nas preferências dos pacientes. Portanto, a pesquisa deve ser o primeiro passo de uma série de decisões, para pôr fim à maneira anárquica que essa modalidade terapêutica está se desenvolvendo no momento. Se a comunidade médica quer ver o efeito real e também os limites da homeopatia, esta deve desenvolver uma boa pesquisa. Se este problema crucial não é compreendido e resolvido, principalmente pelas revistas médicas de prestígio, dessa forma, a homeopatia vai continuar a expandir incrivelmente, mas à esmo enquanto a profissão médica fingirá que tal coisa não existe. A maioria dos trabalhos publicados até hoje sobre estudos homeopáticos estão confusos e criando confusão. Na homeopatia, não existe tal coisa como dar um remédio para uma enfermidade ou doença específica. A ideia de pesquisa dupla-cega é válida para a medicina convencional, mas não para a homeopatia, a qual se baseia no princípio de administrar um remédio para a totalidade dos sintomas de um indivíduo e não apenas para a sua única enfermidade, a doença ou patologia. Se tais documentos continuarem a ser publicados, a comunidade homeopática real, os profissionais que aplicam a homeopatia na prática cotidiana nunca aceitarão esse tipo de pesquisa. Portanto, eu acredito que as seguintes observações ajudarão a esclarecer uma série de questões que estão causando e que continuarão causando declarações confusas referentes à eficácia da homeopatia. Dentre seis análises meta-homeopáticas,(1,6) publicadas em revistas médicas, quatro (1,4) foram um pouco positivas e duas foram negativas (5,6), em comparação ao placebo, mas todas elas foram erroneamente concebidas e imprecisamente avaliadas sob o aspecto da homeopatia. A moda mais recente de meta-análise aplicada aos ensaios homeopáticos está chegando a um clímax, mas de um ponto de vista homeopático, está sem linhas de orientação e sem a possibilidade de chegar sempre a uma conclusão final e definitiva sobre a eficácia da homeopatia. Eu gostaria de mostrar por que essas metanálises se revelarão inúteis, pouco confiáveis e enganosas, sejam os resultados positivos ou negativos, se continuarem a considerarem os tipos de ensaios existentes até hoje. O principal pilar da meta-análise é que ela deve ser baseada em ensaios confiáveis. As maior parte das revisões dos estudos das metanálises são de confiança? A resposta é um claro "não" (1,10). Minha objeção é que todos esses ensaios não foram estruturados de acordo com os princípios bem estabelecidos de homeopatia. A Homeopatia exige a individualização dos casos, a fim de mostrar o seu melhor efeito terapêutico. Mas em quase todos os ensaios analisados, nos 6 estudos de metanálise, estes parâmetros críticos foram obviamente ignorados. Vou tomar como exemplo o artigo de Lancet Klaus Linde, et al (1). Eu só vou comentar sobre dois estudos dentro desta meta-análise, apesar de todos os artigos incluídos não suportarão qualquer avaliação séria do ponto de vista homeopático: 1. O ensaio de Shipley, Jenkins et al, (11) o qual foi o mais negativo para a homeopatia: Rhus-tox D6 foi testada em osteoartrite e descobriram que não teve qualquer efeito. Rhus-tox., como todo homeopata sabe, quase nunca é indicado em casos de osteoartrite (é útil talvez, em alguns casos de fibrosites ou em queixas reumáticas). Outros remédios como o Causticum, os sais Kali os sais Calcarea ou os sais de Natrum poderiam ter sido testados para esta patologia no âmbito de um protocolo específico, mas nunca o Rhus-tox. Esta pesquisa foi semelhante ao teste de antibióticos nas... ansiedades neuróticas e constataram de que eles não funcionavam, chegamos à conclusão de que toda a medicina convencional é inútil. Eu considero este artigo o pior tipo de ensaio homeopático, apesar de muitos outros na mesma metanálise apresentarem problemas semelhantes. 2. No ensaio de Hariveau, et al (12), foi o mais positivo para a homeopatia: O remédio Cuprum foi testado e considerado muito eficaz na redução de cãibras. Embora Cuprum seja eficaz em alguns casos para cãibras, ainda não é tão eficaz quanto este teste tentou mostrar. Ensaios semelhantes de Mössinger (13) que não apresentaram um efeito tão dramático, confirmam este meu ponto de vista. A maior parte do resto dos ensaios nesta metanálise têm muito pouco a ver com o teste da eficácia da homeopatia. Eles foram concebidos de acordo com a forma convencional de pensar (um remédio para uma doença específica). Esta não é a homeopatia, como expliquei acima. A única conclusão que pode-se tirar dessas tentativas é que as substâncias altamente diluídas ainda podem exercer um efeito sobre o organismo humano. Portanto, a comunidade homeopática não deve aceitar pesquisas que não estejam de acordo e não respeitam os princípios homeopáticos. Quais são esses princípios: Que a homeopatia não trata doenças, mas apenas os indivíduos doentes. Portanto, cada caso pode precisar de um remédio diferente, embora sofrendo com a mesma patologia. Esta regra foi violada por quase todos os ensaios de meta-análise, mesmo nos ensaios que foram cunhados como clássicos. Uma exceção foi o teste que tentou estar mais perto da ideia dos princípios homeopáticos. P. Fisher et al (14) Jacobs et al (15) e Schwab (16). Estes ensaios mostraram excelentes resultados, apesar do fato de que eles não seguirem um processo de completa individualização dos casos. Geralmente há uma agravação inicial após a primeira prescrição, especialmente em casos crônicos, e estes devem ser considerados como um sinal positivo. Esse fator foi totalmente ignorado. Também deve ser fornecido tempo suficiente para a realização do ensaio, tempo tal que deve superar o período de agravação. Em um estudo recente publicado no Cephalalgia (17), o período de agravação foi avaliado como um sinal negativo e o grupo homeopático foi pronunciado como pior do que o placebo. Cephalalgia se recusou a publicar minhas objeções ao estudo. (18) Em condições crônicas graves, o homeopata pode precisar de prescrever um segundo ou um terceiro remédio antes de qualquer sinal de melhoria ser evidente. Essa prescrição deverá ocorrer somente após a avaliação dos resultados produzidos pelo remédio anterior. Esta regra também tem sido ignorada em todos os estudos. A investigação deve levar em consideração o período de tempo e da gravidade do caso. O prognóstico de uma condição crônica (o intervalo de tempo possível, no qual é obtido um conjunto melhorias através de tratamento homeopático) difere de acordo com o período de tempo em que a doença está ativa e a gravidade do caso. Ao concluir estas observações permita-me sugerir: a. Todos os parâmetros acima para a homeopatia deveriam ter sido discutidos com homeopatas especialistas antes de pesquisadores se comprometem a projetarem ensaios homeopáticos e revistas médicas deveriam fornecer revisores mais experientes para ensaios clínicos de homeopatia. b. Existe uma necessidade de, pelo menos, um protocolo normalizado para estudos clínicos que respeitem tanto os parâmetros de duplo cego, mas também alguns dos princípios homeopáticos. Com alguns dos meus colegas que estão em fase final de conclusão de tal protocolo.E então, somente assim, esses ensaios poderiam ser aceitos tanto pela medicina homeopática e a medicina convencional. Referências: 1-Linde K, Clausius N, Ramirez G, Melchart D, Eitel F, Hedges LV et al. Are the clinical effects of homeopathy placebo effects? A meta-analysis of placebo-controlled trials. Lancet 1997; 350: 834-43. 2-Cucherat M, Haugh MC, Gooch M, Boissel JP, for the HMRAG group. Evidence of Clinical efficacy of homeopathy. A meta-analysis of clinical trials. Eur J Clin Pharmacol 2000; 56: 27. 3-Barnes J, Resch KL, Ernst E. Homeopathy for post operative ileus? A meta - analysis. J Clin Gastroenterol 1997 Dec; 25 (4): 628-33. 4-Kleijnen J, Knipschild P, ter Riet G. Clinical trials of Homeopathy. BMJ 1991 Feb 9; 302(6772):316-23. 5-Scheen A, Lefebvre P. Is homeopathy superior to placebo?Controversy apropo of a meta-analysis of controlled studies. Bull Mem Acad R Med Belg 1999; 154 (7-9); 295-304; discussion 304-7. 6-Linde K, Scholz M, Ramirez G, Clausius N, Melchart D, Jonas WB. Impact of study quality on outcome in placebo- controlled trials of homeopathy. J Clin Epidemiol 1999 July; 52(7):631-6 7-Vandenbroucke JP, Homeopathic trials :going nowhere. Lancet 1997; 350:824. 8-Langman MJS. Homeopathy trials: reasons for good ones but are they warranted ? Lancet 1997 350:825 9-Ernst E, Barnes J. Are homeopathic remedies effective for delayed onset muscle soreness? A systematic review of placebo-controlled trials. Perfusion 1998; 11: 4-8 10-Dean M. Out of step with the Lancet homeopathy meta-analysis: more objections than objectivity? J Altern Complement Med 1998 Winter; 4(4): 389-98. 11-Shipley M, Berry H, Broster G, Jenkins M, Clover A, Williams I. Controlled trial of homeopathic treatment of osteoarthritis Lancet;1983, i: 97-98. 12-Hariveauv, et al recherche clinique a L'Institut Boiron Homeopathie 1987;5:55-58. 13-Mossinger P. Misslungene Wirksamkeitsnachweise. Allg homopath Ztg 1976; 221: 26-31 14-Fisher P, Greenwood A, Huskisson EC et al. Effect of homoeopathic treatment on fibrositis (primary fibromyalgia). BMJ 1989; 299: 365-366 15-Jacobs J, Jiminez LM, Gloyds SS et al Homoeopathic treatment of acute childhood diarrhea: a randomized clinical trial in Nicaragua. Br Hom Journal 1993; 82: 83--86 16-Schwab G. Lsst sich eine Wirkung homopathischer Hochpotenzen nachweisen? Karlsruhe: Deutsche Homopathische Union; 1990. 17-Walach H, W. Haeusler T Lowes, D Mussbach, U Schamell, W Springer et al Classical Hom. Treatm. of Chronic Headaches Cephalalgia 1997;17: 119-26 18-Vithoulkas G. Unpublished Critical Review of Class. Hom. Treatm. of Chronic Headaches in Cephalagia Oct 1997 sent to Cephalalgia and their respond. Artigo original disponível em: http://www.vithoulkas.com/en/research/articles/2247.html

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A INCRÍVEL EXPERIÊNCIA DO DR. JORGE CARLOS BARBOSA* NA ACADEMIA INTERNACIONAL DE HOMEOPATIA CLÁSSICA (IACH)   Estive lá pela primeira vez simplesmente para conhecer mais um lugar no mundo e, talvez, conhecer George Vithoulkas em pessoa, principalmente por curiosidade. Para mim, fazer um curso de duas semanas completo resultou em extremo estado de choque, frustração e decepção de mim mesmo, logo que comecei a testemunhar casos ao vivo e a extraordinária habilidade e maestria evidente de George Vithoulkas, da forma como ele tomou o caso, determinou o remédio mais semelhante e finalmente analisou o caso, tudo desenvolvido excepcionalmente. Tal fenômeno, o de estudar os casos ao vivo e seus acompanhamentos foi totalmente novo para mim, pois o modelo tradicional que eu tinha aprendido era simplesmente ouvir os professores durante as aulas, que foram totalmente afastados da prática com os pacientes ou dos conceitos de experimentação. A minha conclusão pessoal foi preenchida com emoções e realismo. Principalmente porque eu percebi o quão carente e pobre minha educação tinha sido, apesar de ter estudado em diferentes escolas de Homeopatia Unicista que estavam em primeiro lugar, e até mesmo em uma escola que era exclusivamente para os médicos. Tudo isso durante uma considerável quantidade de anos em que eu supostamente deveria ter recebido uma educação completa. Minha boa-fé, minhas melhores intenções e formação, apesar de ter sido um aluno curioso, não tinha sido o suficiente, já que durante o meu processo de aprendizagem da Homeopatia, aqueles que trabalhavam como médicos homeopatas aplicava-a rudimentarmente. Ninguém me ensinou nem me provou os princípios diretamente com os pacientes. Como um estudante e ter praticado Alopatia até então, ao estudar a Homeopatia ocorreu uma ruptura interna do paradigma. A Homeopatia, em sua base teórica, soou sedutora e mágica. No entanto, para mim, como para muitos outros, o seu verdadeiro conhecimento implicava ser guiado por professores qualificados que realmente conheciam essas terapias e que foram corajosos o suficiente para provarem isso para mim como a medicina baseada em evidências. Houve e continua existir uma clara ruptura entre a teoria homeopática que cada pessoa realiza e comprova a prática de princípios e leis. Portanto, a minha prática homeopática baseava-se em usar remédios sem uma base sólida, sempre hesitando sobre como escolher o caminho certo; além disso, era quase impossível para mim interpretar com precisão as reações dos organismos aos remédios. Aprendi a ser um mestre da supressão e mitigação, assistido pelo grande companheiro do homeopata medíocre: o efeito placebo. Era uma quimera para mim para alcançar a cura completa, pois em condições crônicas, onde a Alopatia tinha falhado e uma sequência exata de remédios era exigida, bem como uma habilidade notável, era absolutamente impossível de realizá-lo, logo que eu não tinha aprendido a fazê-lo desde o início. Meus professores falharam em provar isso para mim, e eu falhei em encontrar a verdade. A complexidade da Homeopatia era maior do que eu poderia ter imaginado, e uma forma superficial de conhecimento não poderia ter me dado resultados visíveis. Como médico, eu já tinha sido disciplinado para promover vários equívocos, particularmente através da terapia alopática. Através de Homeopatia, achei verdades teóricas e mentiras autenticadas na prática; para uma verdade teórica que não possa ser traduzida em fatos concretos ou é falsa como um paradigma ou existe uma incapacidade humana de fazer tais verdades ou princípios claros e evidentes. Eu acredito que a crise atual não está na Homeopatia, mas na raça humana, ou seja, em muitos dos praticantes e dos chamados professores desta Ciência. A maioria das instituições que ensinam esta ciência, interromperam-na, colocaram o fator econômico antes da qualidade de seus ensinamentos e ignoraram a legislação e os princípios para as teorias preconcebidas, juntamente com uma insuficiência considerável em seu modelo de educação. Por isso, meu primeiro encontro com George Vithoulkas foi uma experiência completamente nova e gratificante, mas com toda a honestidade que eu tinha que aceitar que o meu nível de educação clínica foi bastante limitado, então eu precisava de coragem e um espírito inquiridor para começar tudo de novo. Veio como um choque tremendo para mim, encontrar tal mestre sábio, que, em uma linguagem moderna, traduziu os princípios que Samuel Hahnemann tinha descoberto e cujas contribuições, como um modelo de avaliação clínica para o remédio homeopático através dos níveis de saúde, eram enormes. Eu também fui surpreendido pela forma aberta e sem medo de que ele, confiante e tranquilo, apresentou casos ao vivo, de modo que a aplicação dos princípios e os resultados reais eram evidentes e mensuráveis. Posso dizer positivamente que em cada época vem um grande professor para as diferentes disciplinas, e estou convencido de que, hoje em dia, este título honorífico de Professor pertence ao George Vithoulkas, que se dedicou e contribuiu para o ressurgimento da Homeopatia de Hahnemann. Graças ao acesso aberto aos ensinamentos de George Vithoulkas, agora eu posso dizer que as diretrizes e os parâmetros para avaliar o paciente, bem como a observação do processo de involução e regeneração do paciente está agora claro para mim. No entanto, o processo ainda não acabou. É preciso abertura contínua e sensibilidade, não esquecendo do estudo constante, para ser capaz de praticar essa arte. Eu poderia dizer sinceramente que muitos dos casos que tenho tratado me deixaram com um sentimento de satisfação completa e de valor inestimável. Eles foram as experiências mais gratificantes da minha vida.   *Dr. Jorge Carlos Barbosa Del Toro Médico cirurgião com estudos de Fertilidade Humana e Homeopatia Clássica.Diplomado pela Academia Internacional de Homeopatia Clássica. Participa do estudo da Homeopatia nesta academia há 10 anos.Conduz Seminários de Homeopatia Clássica em nível internacional com casos clínicos ao vivo.Atualmente é assistente do Prof. Vithoulkas, professor na IACH, professor e moderador do programa de pós graduação em Homeopatia Clássica online, “E-Learning em Espanhol” conduzido pela IACH a qual é presidida pelo professor George Vithoulkas.Autor do Livro: “Anatomía de lcuración observada a través de la homeopatía” www.georgevithoulkas

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