Uma perspectiva integrada sobre a transmutação da inflamação aguda em crônica e o papel do microbioma

Uma perspectiva integrada sobre a transmutação da inflamação aguda em crônica e o papel do microbioma

George Vithoulkas 1, 2 *

Afiliações dos autores:

  1. University of the Aegean, Siros, Grécia
  2. Postgraduate Doctors’ Training Institute, Ministério de cuidados à saúde da República da Chuváchia,
    Tcheboksary, Federação Russa

Autor correspondente:
George Vithoulkas, International Academy of Classical Homeopathy, Alonissos, Grécia. E-mail:
george@vithoulkas.com

DOI
10.25122/jml-2021-0375

Datas
Recebido: 6 de outubro de 2021. Aceito: 30 de novembro de 2021

RESUMO

A Teoria do Continuum e a Teoria dos Níveis de Saúde foram separadamente propostas
para explicar a miríade de respostas ao tratamento e para a compreensão do processo
de saúde e doença em um indivíduo. À luz do apanhado de evidências sobre a intrincada
relação entre o sistema imunológico humano e o microbioma, faz-se uma tentativa,
neste artigo, de conectar essas duas teorias para se explicar a transmutação do sistema
imunológico que responde de forma eficiente (através da resposta inflamatória aguda e
da febre alta) para um envolvido em um processo inflamatório crônico de baixo grau
(resultando em uma doença crônica). Já existem evidências suficientes para demonstrar
o papel do microbioma em todas as doenças inflamatórias crônicas. Neste artigo, nós
discutimos o mecanismo pelo qual a submissão de uma pessoa saudável ao tratamento
medicamentoso contínuo para doenças inflamatórias agudas (em um determinado
momento) leva à transmutação para uma doença crônica. Embora esta hipótese
requeira maiores evidências experimentais, ela convoca à uma reconsideração da
maneira como tratamos as doenças infecciosas agudas na população.

PALAVRAS-CHAVE: Inflamação, microbiota, antibióticos, sistema imune.

INTRODUÇÃO

No meu artigo “O continuum de uma teoria unificada das doenças” [1], a transmutação
de uma doença aguda em uma doença crônica, sinalizando o “continuum” do estado
patológico dentro do indivíduo, foi abordada, ainda que grosseiramente. Este artigo
tenta explicar melhor o mecanismo provável dessa transmutação. O leitor deve revisar
com cautela algumas das conclusões deste estudo, as quais são principalmente
baseadas em minha experiência no tratamento de mais de 150.000 casos.


Em meu livro “Níveis de saúde” [2], eu faço a tentativa de classificar a saúde humana
em 12 diferentes status de “níveis de saúde”, de acordo com determinados parâmetros.
Este artigo busca conectar as duas ideias, os Níveis de saúde e a teoria do Continuum, à
luz de inferências das pesquisas imunológicas. Uma condição primordial para essa
classificação dos níveis é a resposta do organismo às doenças infecciosas agudas. A
habilidade do organismo de desenvolver febre alta o suficiente para “queimar” os
agentes infecciosos é um dos principais sinais de que a saúde geral de um indivíduo está
boa [2,3]. Nesse ensaio teórico, 12 categorias principais de níveis de saúde são descritas;
no entanto, esses diferentes níveis de saúde e suas sutis modificações individualizadas,
em uma escala global, devem, na verdade, resultar em centenas de milhares (senão de
milhões) de níveis. Sendo assim, o nível de saúde é, essencialmente, um atributo
individual. Como afirmado no livro, a teoria dos Níveis de Saúde considera as
similaridades mais rudimentares partilhadas pelos indivíduos nos diferentes grupos, sob
o ponto de vista homeopático.


A nova adição à essa teoria é que esses níveis são determinados primariamente, mas
não de forma exclusiva, pelo grau de simbiose harmônica ou desarmônica dos
microrganismos residentes no intestino ou na pele. São as archaea, bactérias, vírus,
protistas, fungos e helmintos, que são os habitantes permanentes dentro do organismo
e são descritos como sendo o microbioma humano [4,5]. Seu equilíbrio e coexistência
pacífica determinam o grau do estado geral de saúde [6,7]. De fato, esse estado depende
do número crítico e da diversidade de diferentes colônias de microrganismos [9,10].

Potencialmente, esses microrganismos são de dois tipos: microrganismos úteis e
microrganismo prejudiciais [11]. Quando as colônias de vírus ou bactérias úteis
diminuem, as colônias de vírus e bactérias prejudicais tornam-se fortalecidas, e inicia-se
o processo inflamatório [12]. Essa inflamação confirma que uma guerra interna foi
iniciada no ambiente dos microrganismos. Ela é iniciada pelo sistema imune quando ele
percebe que a homeostase está em perigo, e o objetivo é restabelecer o equilíbrio
perdido.

A experiência observacional

Neste tratado, eu proponho que a maioria das doenças inflamatórias crônicas se devem
a microrganismos transmutados que se tornaram tóxicos para o hospedeiro. Doenças
puramente monogênicas, da herança Mendeliana, e patologias não inflamatórias estão
excluídas desta abordagem, uma vez que seus mecanismos diferem das doenças
inflamatórias crônicas [13].

A construção do organismo humano

Nos livros “A ciência da homeopatia” [14] e “Níveis de saúde” [2], eu propus a estrutura
do organismo humano integral. A compreensão dessa construção torna-se importante
para interpretar a importância relativa dos sistemas de órgãos no corpo. Sucintamente,
há uma hierarquia na construção do ser humano – algumas faculdades, órgãos, sistemas
são mais vitais para a sobrevivência do que outros. Esses componentes vitais são
protegidos em maior grau do que os menos importantes, até mesmo pelo sistema de
defesa. Esse arranjo implica um esforço por parte do sistema imune para manter a
perturbação patológica o mais “superficial” possível. Um sistema imune eficiente, capaz
de se adaptar facilmente ao estímulo causador de doenças, não sofrerá, mas sim,
neutralizará efetivamente o agente, e prosseguirá. Com um crescente grau de
comprometimento na eficiência, o sistema imune permite infecções graves, de forma
correspondente.

A hierarquia, em termos simples, no nível físico, segue essa ordem: pele – membranas
mucosas e glândulas – sistema muscular – sistema esquelético – sistema gastrointestinal
– sistema renal – pulmões – fígado e sistema endócrino – coração – cérebro.

Sobre essa estrutura, a profundidade da patologia apresenta uma camada de
complexidade para completar o quadro. Por exemplo, embora a pele seja mais
“superficial” que as membranas mucosas e glândulas, a patologia sistêmica de uma
doença autoimune se manifestando na pele, por exemplo a psoríase, é uma doença
“mais profunda” que uma tonsilite comum. Um câncer ósseo invasivo é “mais profundo”
que uma neuropatia diabética. O motivo pelo qual esse conceito precisa ser
compreendido, neste contexto, é que a teoria do continuum e a presente hipótese do
microbioma falam de levar uma doença do “superficial’ para “mais fundo”. Deve-se
entender que estes termos são relativos e individualizados, e não uma ideia
generalizada. Em suma, uma doença mais profunda é aquela que afeta sistemas mais
vitais que uma doença existente antes naquela pessoa.

A batalha

Nos primeiros anos de vida, a batalha para manter a homeostase, em face à invasão de
patógenos, geralmente começa como uma doença infecciosa aguda, com febre alta (por
exemplo, tonsilite, otite e enterocolite), com o campo de batalha sendo as membranas
mucosas e as glândulas [10, 15, 16]. Se este tipo de inflamação superficial for suprimido
por drogas fortes, que matam indiscriminadamente os microrganismos combatentes, o
resultado poderá ser a recuperação (a menos que o organismo supere os efeitos
colaterais do tratamento) ou uma eliminação aparente dos sintomas, mas uma
verdadeira piora do microambiente [17]. Neste último caso, a inflamação prosseguirá
para mais fundo e afetará sistemas (como o digestivo, respiratório e nervoso) ou órgãos
específicos (como os pulmões, coração, fígado, rins e a tireoide) [18]. Se o desequilíbrio
a nível dos microrganismos começa durante uma infecção, e se não for permitido ao
sistema imune do hospedeiro completar a batalha, em seus termos, devido à
intervenção com medicamentos, a saúde geral do indivíduo será comprometida e a
batalha será transferida para um nível mais profundo, sob a forma de uma
subinflamação, que nós reconhecemos como doença crônica [19, 20]. Essa batalha, sob
a forma de uma subinflamação de baixo grau, continuará por anos, a menos que o
organismo lentamente recupere a composição original/saudável de seu microbioma
[15]. Esta hipótese implica que a forma correta de tratar essas infecções superficiais é
permitindo que a infecção siga seu curso com o mínimo de “suporte”, com métodos
terapêuticos suaves, e não com substâncias químicas que possam eliminar os
microrganismos úteis [21]. Esta abordagem, no entanto, não se aplica a casos
emergentes de estados inflamatórios graves em que, por exemplo, uma sepse é
iminente. Contudo, se o organismo receber muitos medicamentos e a inflamação
superficial é tratada de forma agressiva, os efeitos do tratamento serão supressivos ao
invés de curativos (um tratamento supressivo é aquele em que os medicamentos
impedem o processo natural de reabilitação e não permitem que o sistema de defesa
execute o processo de recuperação de sua própria maneira e no seu próprio ritmo). O
mecanismo de defesa, que está constantemente lutando para alcançar o ponto ideal de
funcionamento, quando incapaz de lidar com a infecção de forma curativa, e
simultaneamente sentido a pressão da ação das drogas, transferirá (levantando uma
segunda linha de defesa) a batalha para órgãos mais profundos, de forma a evitar um
colapso total do organismo [22]. Neste ponto, a inflamação deixa de ser aguda e passa
a ser persistentemente de baixo grau [10, 20, 23]. Assim, a morte é evitada, mas a custo
de ter o paciente vivendo com uma doença crônica. Então, essa subinflamação
transferida, mais profunda (agora uma doença crônica) será muito mais difícil de tratar
[24, 25]. A progressão da doença crônica continuará enquanto o mecanismo de defesa
for incapaz de interromper o crescente número de microrganismos específicos que
causaram o desequilíbrio. Este fato é retratado nos resultados de diferentes exames
laboratoriais, durante o curso da doença crônica, que demonstram exacerbações
periódicas, indicando que existe uma constante mudança na microbiota de acordo com
as exacerbações e remissões [24].

Não deve ficar mal compreendido que o desenvolvimento dessas doenças crônicas é
exclusivamente o resultado de supressões específicas de infecções agudas, por drogas,
vacinas, ou exposição a qualquer outra substância tóxica. Podem também ser produto
de um estresse crônico severo ou de um conflito psicológico que seja profundo o
bastante para que o organismo não mais consiga enfrentá-lo. Todas essas condições
podem criar alterações na composição do microbioma, resultando em um aumento na
abundância de patógenos ou na conversão de comensais em patógenos [12]. A análise
do microbioma antes e depois da vacinação seria interessante.

Com o início de tal conversão no intestino (de um microbioma comensal para um
patogênico), uma batalha global começa entre as diferentes colônias de microrganismos
– uma guerra de vida e morte pela sobrevivência do hospedeiro ou dos patógenos! Esta
é uma batalha típica para todo paciente que sofre de doenças crônicas [26], sugerindo
que todas as doenças crônicas são mantidas por diferentes patógenos. A vida de uma
pessoa, daquele momento em diante, depende do resultado dessa batalha. Ou o
paciente se recuperará, restabelecendo o equilíbrio, ou sua saúde ficará, por fim, cada
vez mais comprometida, até seu falecimento.

A transmutação de uma doença infecciosa aguda para uma crônica também ocorre,
dentre outros fenômenos, por causa da redução na abundância de microrganismos
úteis, devido ao uso excessivo de antibióticos ou outros químicos que matam essas
bactérias que estavam mantendo o equilíbrio na saúde [4, 12, 27-29]. Por exemplo,
quando a penicilina, um produto dos fungos, foi descoberta, sua presença no sangue,
especialmente quando dada em doses massivas, matava as bactérias, mas,
eventualmente, o uso excessivo da penicilina levou ao aumento da frequência de
doenças fúngicas e ao desenvolvimento de resistência bacteriana à droga [12, 30-33].
Em outras palavras, se o aumento das colônias de patógenos se estabelecer, elas
continuarão a neutralizar as colônias benéficas que estão tentando, sob a autoridade e
direção do sistema imune, restabelecer o equilíbrio perdido, isto é, a homeostase.

Portanto, é evidente que um substrato conecta os diferentes microrganismos. Este
substrato é o ambiente, a natureza da constituição ou a predisposição o organismo
específico. Esse substrato não é constante ou estático, mas muda segundo os resultados
dessas batalhas [12, 34, 35].

Além disso, o microbioma também influencia a psicologia de uma pessoa [36]; por
exemplo, a má disposição psicológica de um paciente sofrendo, ainda que de uma
simples gripe, ou de uma infecção bacteriana comum, é bem conhecida [37-40]. Durante
o curso da doença, todas as mudanças na sintomatologia de uma pessoa, sejam mentais,
emocionais ou físicas, coincidem com as mudanças na composição da microbiota [23,
41-43].

A seguir, consideramos as doenças autoimunes. A medicina convencional define,
corretamente, um grupo de doenças crônicas como doenças autoimunes, indicando
(efetivamente) que o organismo ataca a si mesmo, sugerindo que o mecanismo de
defesa do organismo está mal. Na realidade, através de insensatos comportamentos de
vida e tratamentos, nós levamos o organismo a situações caóticas. Está bem
estabelecido hoje que muitas doenças autoimunes apresentam disbiose do microbioma
[15]. Por exemplo, pacientes com esclerose múltipla ou a encefalomielite autoimune
experimental em camundongos expressam o respectivo receptor de células T para
organismos da microbiota [44].

Contrariamente à crença anterior, é atualmente reconhecido que as doenças crônicas
são de natureza subinflamatória [45], provavelmente mantidas por determinados tipos
de patógenos mutantes, que eram habitantes naturais do intestino no estado de
equilíbrio anterior do hospedeiro [12]. Podemos, assim, inferir que, uma vez que um
determinado vírus, bactéria ou fungo prejudicial tem supremacia estabelecida, a saúde
do indivíduo é gravemente comprometida, enquanto a simbiose equilibrada dentro do
organismo é perdida.

A educação do sistema imune

É muito importante considerar que durante a batalha do hospedeiro com os agentes
infecciosos, o sistema imunológico, cujo objetivo é a sobrevivência do hospedeiro, está,
na verdade, aprendendo, simultaneamente, o que fazer em resposta ao ataque das
miríades de agentes epidêmicos [46]. Se não for permitido que essa autoeducação do
sistema imune jovem (durante a infância) se complete, com febres altas e outras defesas
inflamatórias, um número crescente de pacientes desenvolverá doenças crônicas mais
tarde, na vida [1, 15].

Também é válido lembrar que um sistema imunológico que não é bem treinado, se
tornará alérgico a substâncias naturais, como o pólen das flores, plantas, animais
domésticos e alimentos, que são coisas que deveriam trazer alegria à vida, e não
tormento, como acontece com as crianças alérgicas [47-51]. Pacientes com alergias
sofrem não apenas fisicamente, mas mental/emocionalmente também, com mal
humor, ansiedade, depressão, fobias, etc., exibindo a conexão entre a flora intestinal e
a psicologia do paciente [52-54]. É interessante como a ansiedade de pacientes com
hipocondria frequentemente envolve sua função intestinal. É impressionante como
esses próprios pacientes apontam essa conexão para o médico. Essa situação é o
resultado de medicação excessiva; como resultado, temos um grande número de
pessoas sofrendo com condições alérgicas na sociedade ocidental [53]. Hoje em dia,
globalmente, o número de pessoas afetadas por alergias é mais de 700 milhões, e
aproximadamente 40% das crianças são afetadas [55, 56]. Estes números não contam
as reações adversas às drogas e as reações anafiláticas, que são, por si só, consideráveis.
O fardo é maior no mundo ocidental, com mais de 7,8% dos adultos, nos Estado Unidos,
sofrendo de febre do feno, e até 40% da população exibindo anticorpos de sensibilização
(isto é, o IgE) [55, 56]. No entanto, o cenário é diferente nos países que mais lentamente
adotaram o uso de medicamentos. Em 2014, Kung et al. afirmou que “Alergias a
alimentos têm sido tradicionalmente percebidas como sendo raras na África. Contudo, a
prevalência de outras manifestações alérgicas, como a asma e a dermatite atópica,
continuam a crescer nos países africanos com renda mais elevada” [57]. Interessante
também que, até recentemente, as doenças neuromusculares como a esclerose
múltipla, a esclerose lateral amiotrófica (ELA), e a miastenia gravis, estavam ausentes
no continente africano, que não tinha acesso a antibióticos e vacinas [58].

Essa situação mostra, claramente, que nas décadas recentes, as doenças crônicas
profundas que se desenvolveram nas populações ocidentais são, provavelmente, o
resultado da perturbação da microbiota dessas populações, através do uso exagerado
de medicamentos [59, 60]. Em contraste, o povo carente da África, que não tinha acesso
aos referidos medicamentos, ficou isento dessas perturbações. Todavia, a incidência de
alergias e doenças neuromusculares também aumentará na população africana [61, 62]
assim que eles tiverem acesso às mesmas drogas que nós utilizamos, devido ao aumento
em seus padrões de vida [63-66].

As alergias significam que os humanos não mais se enquadram para viver em um
ambiente natural, e assim, o ambiente parece ser hostil à essas pessoas desafortunadas.
Embora possa haver outros fatores atuando, como a poluição e a má nutrição, o fato é
que a maioria da população não é afetada no mesmo grau em que os pacientes alérgicos
são afetados pelo ambiente [67].

Níveis de saúde e a microbiota

O sistema imune mantém a homeostase não como um estado inerte e constante, mas
como um equilíbrio dinâmico, entre estados levemente equilibrado e levemente
desequilibrado [2, 68]. O nível de saúde mais elevado pertence àqueles organismos que
mantém um excelente equilíbrio em seu microbioma [68]. Descendo nos níveis a partir
daí, o sistema imune está cada vez mais comprometido/enfraquecido em suas defesas.
Em níveis mais baixos (5 ou 6), são encontrados os sistemas imunológicos que estão
constantemente travando essa batalha, uma vez que eles estão sendo constantemente
atacados por patógenos que tentam instaurar suas colônias. Esta situação é percebida
clinicamente como as infecções recorrentes e infecções graves [2, 69-71]. Aqui, embora
mais fraco que os níveis mais elevados, o sistema imune ainda está lutando para manter
a microbiota equilibrada. No entanto, descendo ainda mais, para os níveis 7, 8 e 9,
ocorrem ambientes microbianos alterados [4, 9, 15]. Um estado em que os patógenos
obtêm sucesso em suas tentativas resulta em uma doença inflamatória crônica. Quando
o organismo entra no estado de doença crônica, ocorre uma mudança geral na
homeostase, para sobreviver nas novas condições criadas [72]. Em seguida, uma guerra
constante prevalece no organismo, para se manter o equilíbrio ideal sob as novas
circunstâncias, e prevenir a piora da condição crônica. Este fenômeno pode ser
reconhecido clinicamente pelos períodos de exacerbação e remissão, que são
característicos na maioria das doenças crônicas [73-76]. Geralmente, na maioria dos
casos, os constituintes benéficos da microbiota perdem a batalha pela sobrevivência à
medida que a doença se agrava e, eventualmente, envolve outros órgãos e sistemas,
levando à morte do paciente [77].

A principal característica dos seis primeiros níveis de saúde, que os separa dos outros
seis níveis de morbidade crônica aumentada, é a possibilidade que eles têm de produzir
febre alta como resposta aos agentes infecciosos. Deve-se notar aqui que o agente
infeccioso é apenas o gatilho; ele é o instrumento que ativa a predisposição existente
no organismo, como é expresso na latência dos patógenos que, quando acionados e
despertados, começam a atacar o hospedeiro [12, 78-80].

A teoria dos Níveis de Saúde explica que nos seis níveis mais elevados, especialmente
nos níveis 1, 2, 3 e 4, o paciente responde à uma doença infecciosa aguda através do
desenvolvimento de uma febre alta, combatendo o agente infeccioso. Contudo, as
infecções em paciente nos níveis 5 ou 6 são mais severas, devido às comorbidades que
já existem nesses níveis. A assistência médica geralmente é requerida durante essas
infecções. Do nível 7 ao 12, doenças mais profundas como as autoimunes, doenças
neuromusculares, ELA, esclerose múltipla em estágio ativo, doença de Alzheimer,
demência, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), osteoartrite, diabetes melitos
tipo II, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase vulgaris, artrite psoriásica, colite ulcerativa
e doenças cardíacas, se instauram. Todas essas doenças têm um curso progressivo,
começando nos níveis 5 ou 6, que é o estágio inicial, onde o dano não é considerável e
ainda são passíveis de tratamento, progredindo na morbidade através dos níveis 7, 8 e
9, ou ainda mais, quando movem-se para mais fundo, para os estágios finais de saúde,
nos níveis 10, 11 e 12. Nestes níveis, o organismo não consegue mais produzir febre alta
(a febre, se for produzida, será apenas suave), devido à sua morbidade aumentada [81].
Uma febre muito alta poderá ser desenvolvida, nesses níveis, se forem infectados por
patógenos altamente virulentos e, nestes casos, a febre será fatal para o paciente, uma
vez que o sistema imune já está demasiado fraco para apoiar ao organismo [82-84]. Este
fenômeno é percebido nas infecções hospitalares e em todos os casos crônicos que
estão em estágio terminal; os pacientes desenvolvem uma febre alta, repentina, que
acaba com suas vidas. A taxa de mortalidade por essas febres “finais” é muito alta [85].
Mesmo que os pacientes não morram – como pode acontecer caso os medicamentos
consigam salvar suas vidas – eles ainda permaneceram em um estado como a demência
ou a exaustão completa.

A diferença no padrão da febre durante as infecções graves e seus desfechos, foram
relatados por Bhavani et al., indicando que realmente há uma diferença na forma como
a defesa da febre é gerada nos diferentes níveis [86]. Neste contexto, a diferença é que
a cessação da habilidade de gerar febre alta na presença de um agente infeccioso, o que
era possível no passado, indica que o sistema imunológico já está comprometido, até
certo ponto, e que um processo crônico, subinflamatório ativo está em andamento [1].

O que nós observamos nesses níveis, por exemplo, na artrite reumatoide (AR), na
psoríase vulgaris ou na artrite psoriásica, nos estágios iniciais das doenças crônicas, é
que eles ainda mantêm a habilidade de desenvolver febre alta durante uma doença
infecciosa, como as pneumonias virais ou bacterianas. Isso pode acontecer contanto que
os sintomas periféricos ou as inflamações nas articulações ou na pele estejam presentes;
porém, assim que estes sintomas desaparecem, através de supressões, devido à
exposição à cortisona, ao metotrexato ou a outros agentes biológicos, todo o impacto
da doença entra em uma outra fase. Esta fase é muito mais profunda, na qual a
inflamação nas articulações desaparece, em grande parte, mas então, o sistema nervoso
central é afetado por grave ansiedade, ataques de pânico, depressão, falta de energia,
juntamente ao possível envolvimento de disfunções orgânicas profundas, em órgãos
como o coração, fígado ou rins. Isso é ainda confirmado pelo fenômeno que acontece
com a suspensão do tratamento medicamentoso em paciente com AR que fazem uso
regular de drogas anti-inflamatórias e têm a remissão de todos os sintomas. Se a
inflamação voltar, com força total, para as articulações, o organismo será novamente
capaz de desenvolver febre alta em resposta à uma doença infecciosa aguda, ao passo
que, ao mesmo tempo, todos os sintomas profundos, que existiam durante o período
de supressão, como a diminuição da energia, os ataques de pânico e o envolvimento do
coração, desaparecerão. Este processo tem sido historicamente denominado “mudança
de síndrome” [87, 88], mas, na verdade, não é uma mudança no mesmo nível, e sim para
um mais profundo.

Nossa inferência a partir dessas experiências clínicas é que, embora reconhecidamente
estranho, uma vez que nosso organismo entra nesse estado inflamatório crônico mais
profundo, ele parece deixar de ser afetado pelas doenças infecciosas agudas, a menos
que seja infectado por um patógeno muito virulento (por exemplo, as infecções
nosocomiais), caso em que a infecção levará à morte do paciente.

Se um paciente regularmente adquire uma infecção anual de algum tipo, como
influenza, bronquite, otite ou cistite e, de repente, para de contraí-las por alguns anos,
existe a possibilidade de que uma condição crônica tenha se iniciado. Devemos
investigar o que aconteceu neste paciente que parou de ter infecções com febre alta.
Isso pode indicar o início de um estado de ansiedade, depressão, hipertensão maligna,
o princípio de uma doença autoimune ou de qualquer outra doença crônica grave. Esses
indivíduos doentes permanecerão não afetados por um vírus que infecte o restante da
família [89]. Falsamente, parece que tal indivíduo está “protegido” da infecção. Em
contrapartida, esse “silêncio imunológico” indica que o indivíduo entrou em um estado
de sério comprometimento do sistema imune. O organismo está ocupado lidando com
a condição subinflamatória crônica, ignorando o agente infeccioso no ambiente.

Foi observado que se uma criança tem tonsilites estafilocócicas recorrentes, e
antibióticos são eficazmente prescritos todas as vezes, a infecção continua retornando,
até que finalmente se manifesta nos brônquios ou nos pulmões, e a cultura nos mostrará
Proteus, Klebsiella, ou ainda pior, Pseudomonas aeruginosa, que são infecções mais
profundas, mais fortes e resistentes aos antibióticos, conhecidas por causarem
infecções graves [90]. Isso acontece quando o número de colônias de patógenos
ultrapassa um limite [10]. Curiosamente, vírus ou bactérias patogênicos começam a
aumentar em abundância no intestino, e as novas infecções são graves e difíceis de curar
[91]. No entanto, é aqui que uma transmutação acontece e uma doença inflamatória
crônica começa a se manifestar [92]. Este é o momento em que um organismo passa do
nível 6 para o nível 7, ou mais baixo, onde uma condição crônica é estabelecida. Essa
progressão mostra que os antibióticos prescritos anteriormente forçaram o sistema
imune a alterar o terreno da flora intestinal e transformou o organismo em um solo fértil
para, por exemplo, o bacilli Proteus se desenvolver desenfreadamente. Essa situação é,
agora, muito mais difícil de conter, mesmo com uma nova geração de tratamentos
antimicrobianos.

O terreno

Embora o processo de mutação ou transformação de vírus e bactérias comensais em
agentes infecciosos seja bem conhecido por todo médico, o que é menos conhecido é
que, na maioria dos casos infecciosos, o terreno tem o papel principal, criando a
predisposição e o ambiente propício para o “gatilho” infeccioso ativar o vírus ou
microrganismos patogênicos latentes dentro do intestino [15, 35, 68, 80]. O mecanismo
exato da manifestação de uma doença crônica é desconhecido, mas parece que o papel
da composição dos microrganismos é de primordial importância [9, 15, 20, 27].

O nível eletromagnético

Sabe-se que os elementos constitutivos básicos de um ser humano são os campos de
força, que constituem o nível primário da nossa existência [93, 94]. O próximo nível de
blocos constitutivos fundamentais do ser humano é o microbioma, composto por
trilhões de microrganismos que têm coevoluído e vivido como comensais, dentro do
corpo humano, para benefício mútuo [4, 95]. Isso destaca o potencial dano a esse nível
do organismo, que pode ser causado pelas substâncias tóxicas.

Se considerarmos que existe um esforço constante para manter todos os tipos de
microrganismos em um estado pacífico de coexistência (em simbiose), vemos que existe
uma constante batalha entre as forças da vida e as forças de destruição e morte. Esta
batalha, em lugar algum, é mais óbvia do que na flora intestinal. Se o ambiente imune
muda, o solo e o terreno tronam-se propícios para alguns dos vírus, bactérias ou fungos
patogênicos se multiplicarem e subjugar o organismo, preparando as condições para a
morte do hospedeiro [20, 27].

Em suma, como ainda não conhecemos o papel exato de cada vírus ou bactéria, só
devemos interferir com muita cautela na flora intestinal. Portanto, uma forma ideal de
neutralizar um patógeno durante uma infecção aguda, ou sob estresse, não é por meio
de drogas que matam os patógenos diretamente, mas sim mudando o ambiente no qual
eles progridem. Essa mudança pode ser manifestada somente através de modalidades
terapêuticas que utilizam remédios de energia sutil, que afetam diretamente os campos
de força do organismo, tais como a homeopatia. A homeopatia sustenta que
informações úteis são transmitidas ao organismo doente, provavelmente no nível
eletromagnético [96], através dos remédios homeopáticos potencializados, que
carregam a informação necessária para o organismo se recuperar. Naturalmente, essa
terapia requer um profissional altamente qualificado.

A inteligência geral do organismo, que constitui os campos de força específicos, governa
as funções do organismo. Este aspecto é abordado na homeopatia com o nome genérico
de força vital [97]. Esses campos de força dentro do organismo retém toda a informação
necessária e direciona o funcionamento ideal do organismo humano.

Essa compreensão irá demonstrar a utilidade da homeopatia para a profissão médica, a
qual aborda a doença no nível mais básico de sua existência—a força vital do organismo.
A homeopatia lida com efeitos clínicos tangíveis e reproduzíveis [98-107]. É verdade que
a objeção para sua utilização, a saber, a ausência de material demonstrável na medicina,
permanece sem resposta [108]. Contudo, existem evidências suficientes para estimular
pesquisas que ajudarão a explicar a ciência. Deve-se lembrar que Max Planck explicou a
natureza quântica da luz, embora isso tenha abalado sua percepção clássica da física. A
teoria fazia sentido prático, embora não tivesse uma base teórica na época. Os fatos
foram explicados através de uma mudança de paradigma que ocorreu muito mais tarde,
com o advento da física quântica [109]. De modo similar, na homeopatia, vemos o
acúmulo de uma grande quantidade de evidências, mas ela está sendo apontada por
sua incapacidade de explicar o mecanismo de ação nos domínios da ciência material
[108]. No entanto, tem sido reconhecido, na astrofísica, que os blocos constitutivos da
vida são campos de força que constituem um complexo campo eletromagnético, no qual
repousa o influxo de energia para todas as criaturas vivas [93, 110, 111]. É por isso que
a homeopatia é tão efetiva, porque ela vai mais fundo, além da microbiota, e afeta os
campos de força do organismo, que são os principais blocos constitutivos da vida [112-
116]. Se esse meio eletromagnético do organismo for positivamente afetado através da
informação contida no remédio homeopático dinamizado, o campo eletromagnético do
microbioma é reequilibrado [96]. O meio reequilibrado torna-se impróprio para a
sobrevivência dos patógenos, e condições saudáveis são restabelecidas. Eu proponho
que experimentações nessas linhas de pensamento sejam elaboradas para se tentar
explicar as consideráveis evidências clínicas para os efeitos da homeopatia.

Houve um crescente aumento, nos últimos anos, na incidência de doenças crônicodegenerativas. Segundo Zhongming et al., [121], a razão para este aumento não foi
adequadamente investigada até o momento. Fez-se um esforço, neste artigo, para
elucidar esse problema. Há fortes evidências de que existe correlação entre o
funcionamento de um sistema imunológico saudável e a condição da microbiota
intestinal [122, 123]. Um exemplo comum é a presença de inúmeras colônias de
bactérias no trato gastrointestinal dos humanos. Eles parecem estar em um equilíbrio
delicado, contanto que o organismo, como um todo, esteja em seu mais elevado estado
de saúde.

CONCLUSÃO

Neste artigo, mostramos que há evidências de que o tratamento com antibióticos e
corticosteroides tem, em certos casos, um impacto negativo na microbiota, que pode
ser duradouro e contribuir para o surgimento de uma doença crônico-degenerativa.
Como resultado, anomalias neste nível parecem definir o estágio da doença crônica em
suas múltiplas manifestações crônicas, que é responsável, em grande parte, pelo estado
de saúde e doença. Um influencia o outro, e os fatores que afetam um, causam
alterações no outro. Com este contexto, parece plausível que a eficiência com que o
sistema imune desenvolve uma resposta inflamatória eficiente aos patógenos, e
mantém a saúde, depende muito da condição da microbiota. Se substâncias químicas
danificam essa primeira linha de defesa, outros estressores que afetam a microbiota
podem levar à uma inflamação crônica de baixo grau, desencadeando uma doença
crônico-degenerativa para a qual o indivíduo tenha predisposição.

Um organismo saudável é capaz de desenvolver uma febre e iniciar um processo
inflamatório sempre que um patógeno virulento entra no organismo. Tal inflamação
deve ser tratada com grande cuidado e sensibilidade, de forma a evitar a destruição do
mecanismo existente na microbiota, que permite que o organismo combata, com êxito,
as doenças infecciosas agudas.

Formas alternativas de tratar doenças inflamatórias agudas, especialmente a
homeopatia, podem ser investigadas e experimentadas como primeira linha de defesa
no tratamento dessas doenças agudas, antes de recorrer a antibióticos e
corticosteroides. Os remédios homeopáticos agem no campo de energia humano,
promovendo um equilíbrio instantâneo, levando ao restabelecimento de uma
microbiota saudável e, assim, devolvendo ao organismo um estado de defesa eficiente.
Essas evidências disponíveis atualmente, na literatura médica, relacionam-se com a
teoria dos Níveis de Saúde e com a teoria do Continuum. Esperamos que esta pequena
contribuição sirva como desencadeador para investigações sobre essa questão dentro
dos centros médicos de pesquisa. É evidente e compreensível que uma teoria tão
vanguardista necessite de mais confirmações experimentais e pesquisas básicas para
estabelecer parâmetros – por exemplo, através do perfil imunológico antes e depois da
infecção aguda, que poderia prever quem é sensível e corre o risco de desenvolver uma
doença aguda, caso seu processo inflamatório agudo sofra interferência ou seja
suprimido por drogas químicas, esteroides ou antibióticos. Este artigo também visa
estabelecer que a supressão precoce da febre nem sempre é uma medida
recomendável, especialmente nas crianças, o que é bem conhecido e praticado pelos
pediatras. A principal limitação da teoria mencionada acima é uma pesquisa
insuficientemente robusta, confirmada por estudos randomizados, controlados e duplocegos para apoiar ainda mais essa hipótese – definitivamente, os dados estatísticos são
a principal limitação. Isto precisa se tornar uma prioridade imediata para esses campos
de pesquisa. Naturalmente, não há muitas pesquisas nessa área científica. Na minha
opinião, uma vez que já existem alguns dados preliminares, ensaios clínicos
devidamente elaborados, num futuro próximo, poderão confirmar a veracidade de tudo
que foi exposto acima.

RECONHECIMENTOS
Conflito de interesses
Os autores declararam que não há conflito de interesses.
Agradecimentos pessoais
Estou em dívida com a Dra. Seema Mahesh e com o Dr. Dionysios Tsintzas, por suas
contribuições neste artigo.
Autoria
GV concebeu a ideia, redigiu o manuscrito e obteve as referências relevantes, sendo o
único garantidor deste trabalho.

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