A MEDICINA OU A RELIGIÃO PODEM SALVAR O PLANETA DE UMA GRANDE CATÁSTROFE?

A MEDICINA OU A RELIGIÃO PODEM SALVAR O PLANETA DE UMA GRANDE CATÁSTROFE?

Por George Vithoulkas

(Uma resposta a um artigo na revista LINKS, edição de dezembro de 1999)

Gostaria também de distender sobre: a importância da informação na criação de uma consciência planetária.

A situação das relações mundiais está, no atual momento, indo na direção errada. O mundo está se dirigindo para uma catástrofe, com guerras por todo o planeta, especialmente com urânio empobrecido e munições que criam genocídios, com ódio entre as nações, destruição ecológica, doenças globais, criminalidade e imoralidade mundiais.

A pergunta é: algo pode ser feito para mudar a direção deste rumo tão destrutivo?

A análise que se segue chega à conclusão de que existe um nível de consciência planetária, assim como um lado negro de nossas consciências, que podemos denominar subconsciência planetária. Aqueles que compreendem a maneira como esses níveis são formados e o seu funcionamento, podem manipulá-los e dominar o mundo, levando-o à destruição.

A única forma que a humanidade tem para se poupar de tal aniquilamento, é a de entrar, coletivamente, em um estado de consciência mais elevado, que transcende a situação presente, através de informações corretas e entendimento.

Transgredindo as leis cósmicas

O ser humano é apenas um pequeno elo de uma infinita cadeia de formas e energias, do microcosmo para o macrocosmo.

Todas essas formas e entidades impõem suas leis, de uma forma ou de outra, sobre os seres humanos, que se tornam o playground de todas essas complexidades infinitas.

É certo que não temos consciência de todas as leis sob as quais vivemos. Existem as leis dos vírus e microrganismos, o equilíbrio delicado do qual a vida depende, assim como as leis do espaço sideral, que são desconhecidas à mente humana; mas uma coisa é certa: ignorar, resistir ou desprezar essas leis, consciente ou inconscientemente, não é algo sensato e, decerto, terá efeitos colaterais inevitáveis.

Há um harmonioso fluxo de energias que se combinam para criar as formas que percebemos e experimentamos como matéria.

Todo o Cosmos obedece a determinadas leis e princípios para que o funcionamento dessas complexidades infinitas continue coexistindo de maneira ordenada e simbiótica.

A humanidade, há muito, decidiu que podemos transgredir essas leis; que podemos desprezá-las e, ainda assim, não pagarmos o preço. Porém, como resultado dessas ações, temos criado calamidade humanas, especialmente as doenças do nosso tempo.

As doenças são o resultado da perturbação no fluxo harmonioso das energias cósmicas.

A perturbação origina-se de determinadas transgressões graves à essas leis, ativadas por pensamentos, sentimentos e ações adotadas pelos humanos através do livre-arbítrio.

Aos humanos era permitido – desde o início de sua existência – participar dos conceitos de certo e errado. O ser humano é a única entidade viva no planeta que detém o livre-arbítrio e pode decidir se deseja seguir o caminho da justiça ou da injustiça, da liberdade ou da escravidão, do amor ou do ódio. Tudo isso, naturalmente, é simbólico, mas permanece o fato fundamental de que o homem é livre e capaz de empregar forças e ideias, construtivas ou destrutivas, sobre o planeta.

Os humanos são os únicos seres vivos com potencial de destruir outros seres humanos, sua própria raça, um ato que não encontramos em nenhuma outra criatura viva. Os animais matam para viver, mas nunca para destruir sua própria espécie. 

Os seres humanos, além de se destruírem, também são capazes de destruir o ambiente em que vivem.

Portanto, é fácil entender que, somente os seres humanos, e o meio-ambiente a eles relacionado, estão principalmente em perigo e são realmente afetados pelas doenças.

Frangos que são produzidos em massa e vivem em fábricas, frequentemente adoecem, e necessitam de antibióticos, constantemente; mas os frangos que vivem livremente na natureza, não.

O resultado final é que a vida selvagem, no geral, tem bem menos doenças do que o meio-ambiente controlado pelos humanos.

Então, a conclusão óbvia deveria ser a de que a humanidade tem criado muito mais situações de doença que qualquer outro ser ou qualquer outra coisa, no Cosmos.

Com seus delitos, os humanos têm, sem sombra de dúvidas, perturbado essa ordem Hiper-Cósmica, essa Harmonia Divina, por assim dizer.

O Verdadeiro Curador é chamado, agora, a restaurar essa Harmonia Divina entre os humanos, para aniquilar o mal das doenças que temos criado e trazido para nós mesmos.

Surge o questionamento se tal curador deveria estar em harmonia com o Cosmos para executar tão elevada tarefa, ou se qualquer um poderia executá-la.

É possível imaginar que essa ordem Divina seja restaurada por intermédio de um homem perverso, embora ele finja praticar a medicina? Ou através de alguém que pouco se importa com o próximo, preocupando-se apenas consigo mesmo?

Fica fácil observar que a medicina convencional, embora pareça fazer o bem, utiliza-se de meios violentos, através de drogas químicas, hormônios e cirurgias. É como se a agressividade do mundo inteiro fosse representada também na medicina convencional.

A medicina convencional, ao tratar as pessoas com drogas químicas, está destruindo a ecologia do microcosmo no organismo humano, criando efeitos adversos e doenças crônicas e, portanto, transferindo o problema para um nível mais profundo, que pode ser mais grave e preocupante. É por isso que não podemos considerá-los como verdadeiros curadores, mas sim, como artífices, que simplesmente fazem emendas em paredes rachadas, ignorando completamente o fato de que quando um terremoto vier, todo o edifício irá colapsar, sendo incapaz de resistir ao estresse dos tremores.

Em vista disso, um outro tipo de curadores deve surgir.

Na verdade, atualmente, quase todos as curas verdadeiras têm acontecido fora da medicina convencional, através da homeopatia, acupuntura, osteopatia, etc., através de pessoas simples, com meras prescrições fitoterápicas, ou mesmo através da cura pela fé. 

Este é o outro lado, e as possibilidades de um desenvolvimento pacífico.

Com a homeopatia, entramos em uma nova dimensão de cura. A homeopatia é um salto quântico nos métodos de cura, uma dimensão que é totalmente diferente, e eu ouso dizer, de ordem mais elevada do que as substâncias químicas utilizadas pela medicina convencional. Transcendemos a medicina química material, com suas consequências e efeitos adversos terríveis, e entramos em um estado mais elevado, o das “energias”. Nós temos conseguido aproveitar e manipular essas energias para combater as doenças.

Porém, devemos ter cuidado: Se antes, com a medicina materialista havia necessidade de um controle moral, ou ético, sobre os médicos que manipulavam as drogas químicas-materiais, agora, com essa nova dimensão de cura, a necessidade de integridade, sinceridade e moralidade é ainda mais imperativa.

Devemos ter curadores que sejam verdadeiramente pessoas de Deus, não em aparências externas, ou pertencentes à determinada religião, mas realmente religiosas, tementes a Deus nos recessos mais íntimos de suas consciências.

É fácil encontrar indivíduos assim, hoje em dia? Ou a estrutura da nossa sociedade nega/exclui, esse tipo de pessoas?

Para descobrir, devemos fazer perguntas como: Qual o nível da nossa consciência hoje? É alto o suficiente para permitir a manifestação de verdadeiros curadores, com uma consciência mais elevada? A nossa atual estrutura social e política promove o desenvolvimento de uma espécie de seres humanos espiritualmente mais elevados ou, pelo contrário, os exclui? 

Evidentemente, existe uma necessidade global por indivíduos que, além da habilidade de curar, devem possuir, também, natureza religiosa.

Mas antes de examinarmos a relação, ou inter-relação, entre medicina e religião, e tentarmos ver se essas duas importantes atividades da mente e da psique humana devem coexistir em um indivíduo, creio que devemos dar uma breve visão geral do estado moral e espiritual em que nosso planeta se encontra hoje.

Somente então, poderemos examinar o papel da religião na medicina; se estas duas atividades, a científica e a religiosa, podem estar conectadas de forma simbiótica em um mesmo indivíduo, ou se elas permanecem o mais distante possível, de forma que pensamentos ou sentimentos religiosos não impeçam o chamado “progresso” na medicina.

Tenho certeza que a maioria das pessoas aqui reunidas acreditam, ou desejam acreditar, que aqueles encarregados da missão de curar também devam ser pessoas religiosas, piedosas, pessoas de Deus. Elas devem ser como os iniciados dos tempos antigos, de uma ordem espiritual mais elevada, pois nessa época, espiritualidade e medicina eram duas funções indissociáveis.

Eu quero deixar claro que tenho as mesmas aspirações quanto a isso; de ver todo o planeta em um estado espiritual melhor que o que estamos hoje, e que a medicina não fosse separada dos sentimentos e pensamentos religiosos e morais.

Eu gostaria de ver terminada a tremenda exploração que acontece, de pessoa para pessoa, através da medicina; e que o desejo dos enfermos de recobrarem a saúde perdida não fosse mais uma questão de exploração agressiva, principalmente pelas indústrias farmacêuticas.

Contudo, para se ter tal esse estado das coisas, creio firmemente que uma transformação da consciência seja necessária.

Essa transformação é possível?

Examinemos qual é, exatamente, a situação atual.

Estamos todos familiarizados com conceito geral, e bastante abstrato, de que existe uma consciência planetária.

Todavia, já é bastante difícil definir o termo consciência, e mais ainda a expressão consciência planetária.

Portanto, tentarei dar uma breve definição. Consciência é o grau em que cada um de nós participa da compreensão da Verdade objetiva. Ninguém tem a verdade absoluta, mas cada um de nós participa de um grau relativo da verdade. Quanto mais nos aproximamos da compreensão da verdade objetiva, mais elevada é a consciência que temos.

Assim, todo grau de consciência individual que cada um de nós possui, nossa compreensão da verdade, molda e constrói – realizadas coletivamente – a consciência planetária. É a rede coletiva resultante do grau de consciência de cada um de nós.

Se, por exemplo, todas as pessoas no planeta concordassem que todos os animais ou todas as árvores silvestres devessem ser eliminados, essa crença seria muito forte e constituiria uma parte sólida da nossa consciência planetária e, então, nossas ações seriam direcionadas em conformidade.

Mas, se nem todos, mas a maioria, pensasse dessa forma, novamente, a consciência planetária seria moldada em conformidade, mas não de forma tão potente ou sólida. Se todos acreditassem que as drogas ilegais são boas para nós e que deveriam ser legalizadas, não há nada pudesse impedir isso de acontecer. Não obstante, se houverem pessoas suficientes para resistir a tal conceito, as decisões seriam de ordem diferente. Outro exemplo é: se as pessoas odiassem umas às outras, a consciência planetária seria de malícia e ódio. Houve um tempo em que as pessoas foram levadas a acreditar que o comunismo representava um grande mal e que deveria ser eliminado, mesmo com armas nucleares, enquanto o mundo comunista acreditava que o capitalismo era o verdadeiro culpado, sugando o sangue dos trabalhadores, e que deveria ser eliminado por meios radicais. Estes exemplos mostram, claramente, como a mídia pode moldar a consciência geral e as consequências desastrosas que vivenciaríamos se não houvessem pessoas suficientes para frear tais decisões, ao influenciarem as pessoas com seus estados elevados de consciência e equilibrarem a situação, evitando o ato final de destruição…

Então, se algumas pessoas, ou um grupo específico, tivesse o poder financeiro de manipular e comandar a mídia, a fim de moldar a consciência planetária da forma que quisessem, eles poderiam realmente dominar o mundo.

Uma pequena escala de um experimento semelhante foi realizada através da propaganda do regime fascista de Hitler, que felizmente não tinha o poder da mídia mundial para influenciar o mundo inteiro, na época.

Hoje, estamos em perigo terrível de acontecer a mesma coisa, de uma forma mais sutil, através de um novo grupo de indivíduos financeiramente poderosos, sejam gregos, alemães, americanos ou judeus, que poderiam dominar, com sua propaganda, toda a mídia mundial.

Se quisermos ter uma breve visão geral da consciência coletiva operante hoje, que aliás, tem sido principalmente formulada pela mídia, temos apenas que olhar as notícias e as imagens transmitidas pelos programas de televisão, jornais, revistas, rádios, etc. O que testemunhamos através da mídia é que o planeta está cheio de guerras, assassinatos, crimes de todos os tipos, competições e desinformação. O resultado final de todas essas atrocidades é que as pessoas têm a impressão de que, para sobreviverem em um mundo tão hostil, elas têm que estar em constante defesa, portanto, precisa matar antes de ser morto.

É isso que realmente acontece hoje, em todos os níveis da nossa sociedade, entre as pessoas, entre as famílias, entre empresas, entre castas e entre nações.

A imagem geral de nossa própria consciência que hoje é projetada na mídia, é uma imagem triste, como se nada de nobre, nada de correto, nada inspirador ou edificante estivesse acontecendo no mundo. Se esse lado das atividades planetárias fosse promovido pela mídia, poderíamos estra certos de que a imagem do mundo seria diferente.

Não que o planeta não tenha, a todo tempo, suas forças de bondade, justiça, seus líderes espirituais, com amor e sabedoria, suas pessoas verdadeiramente religiosas e santos; porém, essas pessoas são ocultadas e ficam de fora da mídia planetária e, assim, sua influência imediata/direta sobre as massas é forçosamente minimizada.

Se não houvessem pessoas capazes de resistir ao poder da mídia atual, o planeta inteiro estaria em chamas, neste momento. Aqueles que compreendem e resistem formam uma força de equilíbrio às atividades do mal, que tendem a moldar negativamente a consciência planetária.

A consciência nunca é estática, move-se para cima ou para baixo, e pode mudar de um dia para o outro. Essa mudança é linear na maior parte do tempo, mas pode mudar repentinamente, de forma drástica, em um salto quântico, manifestando-se como um novo estado de consciência que transcende a anterior.

A manifestação da subconsciência planetária

Eu acredito que, neste momento, o planeta está passando pelo período mais sombrio em sua história espiritual e, portanto, as forças negativas são prevalentes e estão no controle.

Assim, a qualidade dos pensamentos e sentimentos que são manifestados em nossa vida cotidiana, coletivamente constituem a qualidade negativa da consciência planetária que vivenciamos hoje, e sinalizam o grau de verdade e ilusão na qual vivemos enquanto raça inteira.

Logo explico o que quero dizer com isso:

Eu gostaria de introduzir hoje, a ideia de que o planeta como um todo, além de sua consciência planetária, tem também uma subconsciência planetária, assim como uma hiper-consciência planetária. Se tentarmos abordar os aspectos práticos dessas ideias, e tentarmos explorar a mecânica de como essa subconsciência planetária é formada, qual a sua influência em nossas vidas e como podemos detectá-las, então, talvez, possamos descobrir sua origem e os meios pelos quais elas influenciam nosso cotidiano.

Naturalmente, a investigação desse assunto não é simples e não pode ser esgotada em uma conversa como esta, mas eu tentarei resumir minhas principais ideias.

É certamente verdade e evidente que, o que está acontecendo hoje no mundo nasce de ideias e decisões tomadas em organizações secretas e em centros de poder político que não são aparentes nem abertos.

Quais são esses centros?

1. Há centenas de milhares, se não milhões de pessoas, neste momento, trabalhando em serviços e sociedades secretas como a CIA, o Mossad, a KGB, etc., etc… Cada país está tentando organizar esses centros de informação e poder da forma mais secreta e eficiente possível.

Pode-se facilmente imaginar o tipo de pessoas que se juntam a essas organizações, com todos os seus complexos de inferioridade, ineficiências e carências e, ainda assim, com sede de poder pessoal, sede de dominação, de exploração, de usar o poder sobre os outros, com total desprezo pelos valores humanos; porém, com grande hipocrisia, alegarão que o que estão fazendo é para o bem dos outros e para o benefício de suas nações.

Pode-se imaginar, então, o tipo de decisões que podem ser tomadas por tais indivíduos.

O fato é que esses indivíduos trabalham somente para ganho material. Eles servem aos interesses de um pequeno grupo de líderes privilegiados, ignorando questões urgentes, mais amplas, que o planeta está enfrentando.

São nesses centros que são tomadas decisões como “vamos destruir nossos inimigos”, “vamos dividir grandes países em outros menores, para controla-los mais facilmente e, eventualmente, engoli-los”, etc., etc.

As pessoas se sentam ao redor de uma mesa, geralmente no porão de um prédio governamental – para ser simbólico – e discutem essas ideias abertamente.

Em nome do nacionalismo cego, eles estão prontos para executar os maiores crimes, assassinatos em massa, guerras, por vezes planejando a eliminação de nações ou grupos étnicos inteiros. Todos experimentamos os frutos dos primeiros ensaios de Hitler. São eles que acendem o fogo do ódio nacionalista de um determinado país contra o outro, e se deleitam quando conseguem fazer com que duas nações, ou mesmo dois grupos étnicos, entrem em conflito e guerra. Vocês podem imaginar o grau de consciência que essas pessoas possuem, e ainda assim, suas atitudes e decisões são cruciais e catalisadoras, uma vez que serão projetadas para os centros dos gabinetes executivos dos governos.

Felizmente, de vez em quando, essas atividades vêm à tona por meio de confissões, da mesma forma que uma pessoa com desequilíbrios mentais tem uma crise psicológica após um período de más condutas, e vai ao padre ou a um psiquiatra para se confidenciar e confessar seus crimes.

De tempos em tempos, uma voz heroica de um homem de dentro dessas organizações secretas, se levanta para expor e denunciar tais práticas – geralmente arriscando a própria vida – nos revelando práticas terríveis, as decisões insanas e ações homicidas que são tomadas e executadas nesses “porões” da consciência humana; a loucura que predomina em tais organizações, nas profundezas de nossa sociedade e, ainda assim, ninguém parece ser capaz de fazer nada a respeito.

Eles trazem para o nosso nível de consciência planetária, com suas confissões, o conhecimento do que realmente está acontecendo nesses níveis secretos e obscuros da subconsciência do planeta.

2. O segundo grupo de atividade coletiva negativa, nesses níveis, são as máfias de diferentes países e grupos étnicos, que lidam com o crime organizado, as drogas ilegais, o tráfico de armas, etc., etc. Todas essas atividades acontecem nos níveis sombrios da subconsciência da nossa sociedade. Todo mundo sabe o tipo de pessoas que se aliará a essas sociedades; não há necessidade de caracterizações; todos sabem os efeitos que tais organizações exercem em nossa vida diária, em nossos níveis de consciência; você só precisa assistir às notícias e aos filmes de TV para ter uma ideia da influência deles.

3. O terceiro grupo, que é o mais forte, é o grupo dos ricaços, que tomam decisões importantes, mas discretas, na economia mundial, e que também são orientados não por sentimentos altruísticos, mas por ambição e poder.

4. Todas as outras atividades que denominamos mundo subterrâneo.

Esses grupos de pessoas formam o que eu chamo de núcleo sombrio do subconsciente planetário. É obscuro, é negativo e é poderoso, porque eles têm meios de projetar e de impor a própria vontade.

Esses são os centros que criam todo o mal que cresce nas profundezas do subconsciente das nações e, eventualmente, emerge e influencia nossas vidas, através do controle da mídia.

É muito interessante observar, por exemplo, como esses serviços secretos, através de seus relatórios aos centros de decisões governamentais, influenciam e guiam as decisões e ações de vários governos.

Vejamos, agora, como o próximo grau de consciência planetária é formado e como é influenciado pelo nível subconsciente.

O grau de consciência do governo, juntamente com o dos cientistas, dos líderes de opinião, do pessoal da mídia, até o último civil, quando considerados coletivamente, formam a consciência planetária cotidiana de nossos tempos.

Todos nós participamos da formação dessa consciência; todos somos responsáveis, em maior ou menor grau, já que temos a liberdade de escolha; escolhemos fazer o certo ou o errado. Quando escolhemos sabotar nosso companheiro, para tomar seu emprego; quando escolhemos ignorar o sofrimento das pessoas próximas, e buscar apenas nossos próprios prazeres; quando escolhemos passar por cima de cadáveres para nos tornarmos extremamente ricos, estamos, com essas ações diárias, contribuindo para a reformatação e remodelamento da consciência do nosso planeta.

Ninguém está isento de responsabilidade por termos criado o inferno na Terra.

Por que? Porque estamos todos envolvidos nessas ou em práticas semelhantes, de uma forma ou de outra. Somos um; somos parte de um grande organismo, onde os níveis subconscientes influenciam nossa vida cotidiana consciente.

A formação da hiper-consciência planetária que transcenderá a situação atual

Nossa esperança, enquanto planeta, é que haverá um número suficiente de pessoas envolvidas em alcançar um maior nível de consciência, tão elevado que atinja o ponto crítico que será necessário para ocasionar uma transformação total, uma mudança radical, um salto quântico na consciência geral, e como consequência, formar uma hiper-consciência planetária que irá transcender, completamente, a situação atual.

Eu creio que tal mudança no estado de consciência está se formando rapidamente, neste momento, apesar de parecer o contrário.

Há indivíduos que trabalham em silêncio para este objetivo.

Até agora, sabíamos que haviam, basicamente, cinco áreas de atividade da mente humana, e que as pessoas podiam se especializar em uma delas. Essas áreas eram:

  1. a científica
  2. a artística
  3. a filosófica
  4. a religiosa
  5. a mística, transcendental

Nossa esperança é que bastantes indivíduos estejam percebendo e unificando, dentro de si mesmos, todas essas qualidades do potencial humano.

Ainda há trinta anos, cada um dos grupos envolvidos em diferentes disciplinas confrontava-se uns com os outros, cada um acreditando possuir a verdade mais elevada. Os cientistas não se sentavam para discutir com religiosos, muito menos com os místicos. Pessoas religiosas confrontavam-se com filósofos ou cientistas; os artistas eram os mais receptivos de todos, mas poucos os levavam a sério, e etc. Encontrar pessoas com todas essas qualidades reunidas era raro, e mesmo antes era muito difícil reconhece-las, devido a toda “barulheira” que era, e ainda é, criada pela mídia, que promove, principalmente, o que é supérfluo, agressivo, hipócrita e imoral.

Em nossa época, parece haver uma mudança evidente. Uma tendência está crescendo em direção à uma aceitação uns dos outros. Estamos até indo em direção a uma unificação de todas essas atividades em um mesmo indivíduo. O novo tipo de pessoa, o Novo Homem/a Nova Mulher será aquele, ou aquela, que ama música e teatro, mas que, ao mesmo tempo, se dedica aos questionamentos de sua ciência, questionando, também, sobre questões mais amplas da vida (lado filosófico), que não só acreditará em Deus (lado religioso), mas que também busca estar em verdadeira comunhão com Ele (lado místico).

Esse tipo de pessoa forma, nesse momento, uma tendência subjacente, não muito evidente, mas que, não obstante, tem surgido de forma rápida e forte. O importante é que esse novo indivíduo está surgindo de forma orgânica, como uma reação natural aos males de hoje, sem serem organizados por ninguém ou por nenhum país, mas guiados somente pela consciência.

Essas pessoas, se são cientistas, serão capazes de apreciar a arte, não negarão o valor da religião ou da filosofia, e tentarão estar em comunhão com Deus. Entenderão, ainda, o valor da função de cada um que está ativo em diferentes campos dos esforços humanos.

Neste momento, ainda estamos no princípio desse novo tipo de seres humanos; há ainda a necessidade de muitos passos a serem dados para nos tornarmos seres humanos integrais, e não fanáticos de um tipo ou de outro.

Por todos esses séculos, nós separamos, desconectamos as diferentes funções da mente humana e, como resultado, criamos um mundo esquizofrênico, brigando uns com os outros por espaço, por dinheiro, por ideias, por religião. Brigando para impor aos outros, o que julgamos ser certo.

Os governos de hoje não são autônomos, mas sim, influenciados pelos pareceres dos serviços secretos, que a seu turno, são direcionados e guiados pelo poder financeiro. Esses governos são formados por indivíduos ambiciosos e agressivos, que vivem intoxicados pelo sucesso efêmero.

Na verdade, eles estão confusos, e em seu esforço por permanecer no poder, sucumbem às pressões, e perdem até mesmo seu grau relativamente baixo de consciência, perdem sua parcela de participação da Verdade.

Após essa perda, eles não podem mais ser os líderes, embora ainda pensem que são. São escravos da própria ambição.

Felizmente, as verdadeiras lideranças que estão surgindo compreendem a necessidade de uma atitude unificada; compreendem a necessidade de os cientistas, ou os curadores, serem pessoas de Deus, da mesma forma que o homem de Deus valoriza o papel da ciência, da filosofia e da arte.

Tenho certeza de que todos vocês entendem que estou falando da globalização, mas de um tipo totalmente diferente daquela promovida pela mídia e pelos líderes financeiros de nosso tempo.

Tenho certeza que vocês perceberam que eu deixei de fora das atividades humanas as de comércio e negócios, ou seja, aquelas que acumulam poder financeiro para fins egoísticos. Eu considero essa tendência da psique humana maligna em sua essência, uma tendência que será cada vez mais reduzida, e por fim, eliminada, à medida que a humanidade avança para um estado superior de consciência.

O que estou dizendo é que, o planeta está se preparando para a globalização da justiça, da liberdade, da igualdade, da tolerância para com as origens e tradições de todas as pessoas, uma globalização de boas intensões uns para com os outros, de oportunidades iguais, uma globalização da verdadeira consciência espiritual e do bem-estar.

Tenho certeza de que vocês estão pensando que isso é uma utopia, mas eu consigo prever que muitos dos verdadeiros líderes estão preparando, silenciosamente, a nova era para os verdadeiros Seres Humanos.

Além desses líderes, há uma consciência já bem disseminada entre milhões de pessoas que estão fartas com as atrocidades, com a imoralidade e com a criminalidade, e que estão empregando todos os seus esforços e energias nessa busca por valores reais e pela verdadeira felicidade. Na verdade, o mundo está se preparando para uma grande transição, do presente estado de consciência para um salto quântico, que transcenderá esse estado das coisas.

Hoje em dia, o que é promovido pela globalização é exatamente o oposto dessas ideias. É a escravidão da maioria das pessoas aos muito poucos e poderosos do planeta, que buscam nos transformar em clientes acéfalos. A ideia deles é que nós não devemos ter origens, não devemos ter moral ou tradições, que devemos todos passar por uma máquina de moer carne, e sair igualmente pobres, estúpidos e obedientes, onde a justiça seja aplicada por uma minoria poderosa, a liberdade seja permitida contanto que não contraste com os interesses deles; e nos permitirão ficar apenas com o necessário e com a ganância de comprar cada vez mais bens materiais que eles julgam serem bons para nós. O governo de qualquer país que demonstrar o mínimo de resistência a tais planos de globalização será considerado fascista, racista ou ditatorial, e serão aniquilados, em nome da “moralidade e da ordem”, seja por meios insidiosos de diplomacia sutil, porém ameaçadora, ou por agressões e guerras, enquanto que os verdadeiros agressores e supressores permanecerão livres para continuar com seu real “trabalho imoral”. O importante para eles é vender a última versão das máquinas de destruição, já preparadas – que neste momento é o urânio empobrecido – disseminando espanto e medo àqueles que ainda ousarem resistir à injustiça, à rigidez, à criminalidade – vejam o que fizeram no Iraque e no Kosovo – dos superpoderes de nossos tempos, esquecendo-se que somos todos filhos do mesmo Deus.

Se as decisões fossem deixadas inteiramente para esses níveis obscuros de atividade, a destruição da raça humana seria apenas uma questão de tempo, e não muito longo. Mas, como eu disse, eu espero que o surgimento dos Novos Seres Humanos não possa ser impedido de manifestar paz e saúde ao planeta.

George Vithoulkas

Artigo original em inglês: https://www.vithoulkas.com/writings/new-horizons/can-medicine-or-religion-save-planet-major-catastrophe

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