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Um artigo publicado na Revista FACT - Exeter University pelo Prof. G. Vithoulkas

 

Após ler no artigo: Homeopathy MADNESS OR MEDICINE, os comentários do Prof. Flavio Dantas de que "as experimentações eram mais fundamentais do que ensaios clínicos na avaliação da Homeopatia", aproveito a oportunidade para expor essa questão muito mal compreendida acerca das experimentações na ciência da Medicina Homeopática.

A partir da perspectiva alopática, as experimentações na homeopatia são absurdas, uma vez que, por exemplo, todos nós ingerimos vários gramas de sal comum todos os dias sem desenvolvermos nenhum sintoma de Natrum muriaticum, como descrito na literatura homeopática.

Da mesma forma, eles afirmam em relação ao quinino, é verdade que nenhum daqueles que tomaram quinino desenvolveram os sintomas da China officinalis ou da China-sulphurica, como descrito na Farmacopeia homeopática por Hahnemann.

Essa crítica superficial é realmente ingênua, pois é óbvio que qualquer um que dobre sua quantidade de ingestão diária de sal começará a ter uma sintomatologia severa após alguns dias de ingestão aumentada e, obviamente, o mesmo é verdadeiro com o quinino ou com qualquer outra substância.

Nas experimentações com potências altas, as coisas são diferentes: os cientistas têm o direito de ser mais céticos. Ninguém acreditará realmente que as potências altas, como a 30C, 200C, 1M ou 10M (1/100 10.000 !!!) possam produzir qualquer sintoma, já que todas essas diluições – tais potências não contêm uma molécula da substância original, pois todas elas estão acima do Número de Avogadro. Esta é uma pergunta legítima, pois o investigador não possui a informação real das instruções fornecidas por Hahnemann acerca das experimentações.

Por outro lado, alguns homeopatas ingênuos da atualidade sustentam que um remédio altamente diluído e potenciado provocará uma série de sintomas na maioria dos experimentadores!! Tal ponto de vista é igualmente errado e não se encontra de acordo com a informação fornecida por Hahnemann em seu Organon da Arte de Curar e, infelizmente, tem prejudicado de forma irremediável a ciência da HOMEOPATIA.

No aforismo 32 do Organon, Hahnemann apresenta instruções precisas quanto à capacidade das substâncias medicinais em produzirem sintomas.

O que ele realmente diz é que para cada pessoa há uma dose suficientemente grande para produzir sintomas em seu organismo, essa dose poderá ser diferente para cada indivíduo. Mas, definitivamente, se você aumentar a dose, qualquer indivíduo será afetado pela substância e o organismo reagirá produzindo alguma sintomatologia. Todos os efeitos colaterais das drogas alopáticas-químicas, são nada além das "experimentações" em um sentido homeopático. Os homeopatas os prescreveriam nos casos em que os pacientes apresentassem doenças semelhantes a tais efeitos colaterais.

Dessa forma, se quisermos descobrir o ponto em que um indivíduo começará a manifestar os sintomas, teremos que seguir um método de investigação preciso.

Portanto, não poderá existir nenhuma dúvida de que se, durante um experimento com uma substância, você aumentar suficientemente e por algum período a dose da substância a ser testada, todo "experimentador" será finalmente afetado e seu organismo reagirá com um conjunto múltiplo de sintomas.

Para estabelecermos a sintomatologia particular que uma substância poderá produzir sobre o organismo humano, deveremos seguir certas regras *.

1. Em um grupo de 50 experimentadores, comece a administrar a substância em 1 dose subtóxica (todas as substâncias podem ser concentradas em seu estado de tintura-mãe, tornando-se tóxica) observando de perto o efeito sobre os experimentadores. Vamos supor que o remédio Bryonia esteja sob análise. Inicia-se com a administração de 30 gotas da tintura mãe para cada experimentador.

Alguns deles poderão começar a apresentar sintomas - reações, mesmo após o primeiro dia. Tais experimentadores deverão suspender a ingestão do remédio. Alguns outros experimentadores começarão a ter sintomas após o segundo, terceiro, quarto ou quinto dia e assim por diante até que todos os experimentadores apresentem alguns sintomas no final do experimento (um mês, no qual a dose foi aumentada por repetições mais frequentes dia após dia).

2. Aqueles que começaram a manifestar sintomas no primeiro, segundo ou terceiro dia, obviamente são os mais sensíveis à substância que se encontra sob experimentação e apenas os indivíduos sensíveis deverão participar do segundo passo de uma experimentação com as potências altas deste remédio. Apenas assim, alguns desses experimentadores sensíveis desenvolverão sintomas a partir de uma repetição de tais potências altas.

E também, sabemos ser verdadeiro por um outro ângulo: o da prática cotidiana da homeopatia.

Se um profissional administrar o remédio errado (não o que seja realmente indicado) em uma potência alta para um paciente, na maioria dos casos não haverá nenhum efeito, o paciente voltará após um mês e dirá que continua o mesmo, sem qualquer mudança em sua condição e sem sintomas novos, o que significa que a potência alta não teve efeito sobre ele. Mas, de vez em quando, será possível deparar-se com um indivíduo sensível ao remédio, que desenvolverá alguns sintomas (do remédio errado), sabendo ser pertencentes à sintomatologia do remédio.

É a opinião do autor que, a menos que tais tipos de experimentações sejam conduzidos, a questão das experimentações, especialmente com as potências altas, permanecerá para sempre em uma sombra de dúvida e homeopatia ficará à margem. *

É fácil entender que, nesta curta exposição, não é possível que todas as regras e todos os parâmetros sejam apresentados para tal experimentação, mas eu tentei expor as características essenciais de tais experimentações homeopáticas para dissipar as críticas ingênuas por parte dos médicos alopatas e afirmações ingênuas por parte de alguns homeopatas.

Artigo original em inglês:
https://www.vithoulkas.com/writings/articles/question-provings-homeopathy

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